Doar sangue
é fácil e
também seguro
A impossibilidade de comparecer aos centros de hemoterapia no horário estabelecido para as doações e o medo de adquirir alguma doença através de seringas contaminadas são desculpas que não funcionam mais. Primeiro porque a maioria dos centros de doação tem horários amplos de atendimento, além de fornecer atestado de comparecimento que, por lei, deve ser aceito pela empresa. A maioria dos postos trabalha das 8 às 19 horas. O Hemobanco tentou, há alguns anos, atender por 24 horas, mas a demanda fora do horário comercial foi tão pequena que o banco de sangue voltou a seu horário antigo.
Quanto à segurança, hoje todos os hemocentros usam material descartável. Eles também fazem uma análise médica no candidato para verificar se as condições de saúde permitem a doação e, ainda, exame sorológico, posteriormente, para ver se o sangue é saudável, e não está contaminado com vírus de hepatite B ou C, chagas, sífilis ou HIV. Assim, a doação torna-se segura tanto para o doador quanto para quem recebe o sangue.
O teste médico no doador é tão sério, que em alguns centros, como o Banco de Sangue Erasto Gaertner, cerca de 40% dos candidatos acabam sendo descartados, por apresentar algum problema clínico, como pressão alta ou uso de medicamentos.
Para a diretora geral do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná, Elizabeth Ana Ciechomski, faltam informações e conscientização da população. ‘‘As pessoas não têm o hábito, e elas precisam ser educadas desde a escola a exercer ações que levam à cidadania’’, diz. Danilo de Jesus Correia, 35 anos, assessor financeiro, há 4 anos doa sangue pelo menos uma vez por ano. ‘‘Eu fui pela primeira vez para ajudar um amigo e depois não parei mais’’, conta ele, que recentemente ajudou a coletar sangue para a amiga de sua esposa, que estava no hospital. ‘‘Não dói, não tem perigo algum. Todo mundo devia fazer o mesmo’’, diz.
A jornalista Maristela Gavelaki viveu o outro lado em abril deste ano, quando seu pai, Afonso Gavelaki, precisou de várias transfusões após perder muito sangue com uma úlcera no estômago. (M.G.)

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