A dedicação daqueles que se propõem a ajudar o próximo anonimamente e sem esperar por uma remuneração é tão louvável que até tem data para ser lembrada. Hoje, dia 28 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Voluntariado. Um data especial, que reforça a importância desse trabalho demandado pela doação de tempo e carinho.
''Ao doar energia e generosidade, os voluntários estão respondendo ao impulso humano que é o desejo de doar, colaborar e compartilhar alegria e sofrimento'', define a assistente social e coordenadora do voluntariado do Hospital Evangélico (HE), Carmem Turri.
Um dos programas desenvolvimentos no HE é o ''Acompanhante Solidário'', em que voluntários fazem o trabalho de acompanhantes. Uma vez por semana, eles deixam seus afazeres para passar uma hora no hospital, junto àqueles que não recebem visitas. ''Eles conversam, contam histórias e isso ajudar a tirar o foco da doença, fazendo com que os pacientes fiquem mais colaborativos com o tratamento e resgatem a autoestima'', explica Carmem. De acordo com ela, o quadro de voluntários hoje é de 10 pessoas, que ''atendem'' por mês cerca de 40 pacientes da rede pública.
Um exemplo de doação é dona Amélia de Souza Pires, de 71 anos. Sua história com o HE existe há 50 anos, quando trabalhou como enfermeira no centro cirúrgico. Após o casamento, deixou a profissão, mas não o ''amor pelos doentes'', como ela mesmo descreve.
O voluntariado passou a fazer parte de sua vida há 40 anos, através da igreja. ''É uma coisa que carrego no coração. Gosto de ajudar e levar palavras de esperança para quem precisa'', diz Amélia, que está no programa do HE há três meses. ''A gente pega amor e sofre junto. Lembro da dona Maria, que me marcou muito. Ela é moradora de rua e tinha abandonado as filhas há 15 anos. O hospital conseguiu localizá-las e elas se reencontraram. Hoje, sei que ela está bem e o que é melhor, recuperada'', comenta.
Voluntário pela primeira vez, o empresário Diogo Catarino, de 26 anos, diz que a sensação de ajudar o próximo é tão boa que ele gostaria de ter começado esse trabalho há mais tempo. ''Tenho deixado minha timidez de lado e aprendido a ser mais paciente. Hoje em dia, na pressa em que vivemos, ficamos alheio às pessoas que passam por nós e aqui tenho percebido que só o fato de ouvir alguém já faz uma diferença muito grande'', afirma.
Para quem está acamado, não receber visitas traz um sentimento de abandono, que é tão doloroso quanto uma doença. Quem sentiu na pele isso é o técnico em fibra ótica, Odilon Motta, de 39 anos. Ele já ficou internado 20 dias sem receber visitas. ''Me acidentei em Minas Gerais e não tinha ninguém da família por perto'', comenta ele, que sofreu novamente outro acidente e está internado no HE. ''Na ausência da família e dos amigos, os voluntários são as pessoas mais importantes, pois eles nos animam. É fundamental ter alguém ao lado. Dá mais força'', ressalta.
Segundo a assistente social, o hospital está com novos programas de voluntariado. Os interessados devem ter acima de 16 anos e ter ''paciência, boa vontade e doação de tempo''.
Serviço - Mais informações sobre os programas de voluntariado pelo fone (43) 3378-1210 ou 9948-7199

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