Doador mantém
regularidade
há cinco anos
O pedreiro Jair Rosa, 27 anos, gostou de saber que poderá fazer exames médicos e até ser submetido a uma consulta com especialista por ser doador. ‘‘Essa lei vai ajudar os doadores, que já ajudam muita gente’’, disse. Jair é doador desde os 16 anos, quando precisou de sangue após levar vários golpes de faca durante um assalto em Campinas (SP).
‘‘Tentei reagir e acabei ferido’’, conta Jair. Ele acabou na UTI. Quando se recuperou, o pedreiro começou a fazer doações anuais de sangue. Nos últimos cinco anos passou a fazer duas doações por ano. Ontem, por exemplo, ele estava pela segunda vez este ano no Banco de Sangue de Campo Mourão. ‘‘Eu que precisei, sei o tanto que é importante incentivar os doadores’’, diz.
Outro pedreiro, Raulino Mendes, 39 anos, também fez doação de sangue ontem de manhã. Foi a segunda vez que ele fez doação. ‘‘Me tornei doador depois que minha mulher ficou doente’’, conta. ‘‘Ela precisou de sangue e eu sofri atrás de doadores’’. A mulher de Mendes morreu, mas ele prometeu a si próprio que passaria a ser doador. (S.S.)

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