Doações minimizam perdas na feira
Convencidos de que doar alimentos é melhor que jogar fora, feirantes de Londrina possuem clientela cativa de pessoas que passam pelas barracas no fim do expediente. Na minha banca sobra muito pouco, mas mesmo assim doo para entidades assistenciais e pedintes que vêm buscar, conta a feirante Leonora Kruskicz, que reduziu o índice de perdas, nos últimos meses, em função da escassez de alimentos no mercado. Por causa da chuva, encontro pouca mercadoria e com preços altos. Acabo vendendo tudo.
Comerciante de frutas e legumes, o feirante Luciano Pantaroto faz doações de sobras mas, mesmo assim, joga uma caixa de alimentos no lixo por dia de trabalho. Antes de descartar, ele tenta vender os produtos muito maduros por preços mais baixos, mas nem sempre há saída. O que não conseguimos vender, jogamos fora. Frutas e verduras são o que mais perdemos.
Para minimizar o prejuízo, Antônio Otaviano tenta comprar apenas a quantidade suficiente para revender aos clientes. Mesmo assim, acumula sobras no fim da feira. O que não consigo doar acaba indo para o lixo, diz ele, que joga quase uma caixa de alimentos fora por dia de trabalho. Tomate, pepino e folhagens são os campeões do descarte. Quando começam a apodrecer, não tem jeito de vender mais barato. (C.A.)





