Abacaxi, melão, mexerica, cenoura, tomate, repolho, couve-flor, berinjela, vagem, tomate cereja e até pimenta vermelha enriquecem o cardápio das pessoas atendidas pelo Lar Maria Tereza Vieira, Centro de Recuperação Vida Nova e Igreja Brasil para Cristo. Além das doações da Ceasa Amiga, sede do programa, os membros das entidades passam uma vez por semana nos boxes e entre os produtores recolhendo mais doações. ''A gente já sabe quem doa, quem não doa. Mas o pessoal aqui, em geral, é muito generoso'', contou Júlio Galdino dos Santos, que, em menos de uma hora, conseguiu encher um carrinho com 15 caixas de contribuições. Santos, que é motorista do Lar Maria Tereza, faria ainda uma segunda viagem para buscar mais produtos. Ele calcula que consegue pelo menos 100 quilos de alimentos por semana para atender cerca de 50 idosas na instituição.
Os alimentos arrecadados são limpos no barracão da Ceasa Amiga e depois divididos entre as entidades, de acordo com as necessidades de cada uma. ''Nós dividimos os alimentos em sacolas e distribuímos para cerca de 50 famílias. Tem bastante gente precisando e sem condição de comprar. Sem isso, seria muito mais difícil para eles'', contou Leandro Albino Pires, presbítero da Igreja Brasil para Cristo.
A caixa de mexericas doadas por Francisco Egídio de Oliveira até poderia ser vendida a um valor um pouco mais baixo, mas ele preferiu fazer uma boa ação. ''Vêm várias entidades buscar, e a gente divide um pouco para cada. Mas não é todo dia que tem'', afirmou o vendedor. O produtor rural Valdinei Machado de Oliveira é outro que costuma dar a sua contribuição. ''A gente já traz a mais para isso mesmo. Se sobra, doa'', contou, acrescentando que mesmo em sua cidade, Mauá da Serra, ele também costuma doar alimentos para famílias carentes. ''Se a gente não doa, vai jogar fora mesmo. Porque, se não vende em dois ou três dias, tem que descartar'', justificou Carlos Francisco de Jesus, proprietário de um box. (A.I.)

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