Doações de sangue ainda são insuficientes no PR
Os principais bancos de sangue de Curitiba trabalham no limite. O número de doações não permite formar estoques de sangue - a quantidade que chega serve apenas para uso imediato.
Segundo o diretor técnico do Hemobanco (Instituto Paranaense de Hemoterapia e Hematologia), Paulo Rodrigues de Almeida, o maior risco da falta de estoque é para os pacientes de pronto-socorro. A preocupação é não termos sangue disponível ou a quantidade necessária.
Além disso, muitas cirurgias eletivas têm que ser adiadas por falta de sangue.
Para melhorar a situação, os bancos tentam atrair e manter os doadores voluntários e investir nas coletas externas. Hoje, Dia Universal do Doador de Sangue, os principais centros homenagearão seus doadores voluntários.
Os brasileiros ainda resistem em doar sangue. A maioria vai aos bancos apenas quando parentes ou amigos precisam de doação. Segundo dado da Secretaria do Estado da Saúde, apenas 1% da população potencial brasileira doa sangue.
O Biobanco, do Hospital de Clínicas, em Curitiba, recebe uma média de 900 doações por mês. Segundo o chefe do Serviço de Hemoterapia do HC, Giorgio Baldanzi, o hospital precisaria de 1,5 mil doações para trabalhar com segurança. Precisaríamos de mais doações principalmente porque somos um hospital especializado em procedimentos de grande porte, como transplante de fígado e de medula, e atendemos muita gente de outras cidades, disse.
O Hemepar (Centro de Hematologia e Hemoterapia da Secretaria de Estado da Saúde) precisaria de 30% a mais de doações, em Curitiba, segundo a assistente social Luciane Scharf, responsável pelo setor de Relações Comunitárias. Hoje, são 1,7 mil por mês. No Paraná, o centro soma 7 mil mensais.
O Hemobanco recebe 3 mil doações por mês, mas precisaria de 3,5 mil a 3,8 mil. Segundo Almeida, a situação está melhor que há três anos. Em 1995, a defasagem era de 50%.
Doação - Para doar sangue, a pessoa deve ter de 18 a 60 anos e, no mínimo, 50 quilos. Mulheres podem doar 8 ml por quilo e homens, 9 ml, mas nunca deve ultrapassar 500 ml. O intervalo de cada doação deve ser de dois meses para homens e três, para mulheres.
Mulheres grávidas ou que estejam amamentando, e pessoas que fizeram transfusão de sangue nos últimos dez anos ou tenham sido infectadas pela hepatite B, não podem doar.
O doador não deve estar em jejum e nem tomando medicamentos, com exceção de vitaminas, anticoncepcionais e analgésicos. Não deve também ter ingerido bebida alcoólica nas 12 horas anteriores à doação.





