A pedido do vereador Carlos Kita (PTB), foram retirados da pauta de votação, por tempo indeterminado, os dois projetos de autoria do Executivo municipal que envolvem a doação e o recebimento de doação de terrenos entre a prefeitura e a Universidade Norte do Paraná (Unopar). Kita é membro da bancada de apoio ao prefeito de Londrina, Antonio Belinati (PDT).
No primeiro projeto, o Executivo solicita aos vereadores a autorização para doar à Unopar quatro terrenos que totalizam cerca de 22.700 metros quadrados e estão avaliados em aproximadamente R$ 772 mil. No segundo projeto, o Executivo pede à Câmara a autorização para a prefeitura receber em doação também quatro terrenos, propriedades da Unopar, com mais de 170.000 metros quadrados e avaliados em perto de R$ 172 mil.
A grande diferença de valores entre os terrenos - que não estão sendo legalmente trocados, mas apenas são objetos de doações simultâneas - ocorre porque os terrenos da prefeitura estão localizados no Jardim Piza (zona sul da Cidade, ao lado de onde funciona a Unopar), enquanto que os terrenos da universidade ficam na zona rural, perto da Usina Três Bocas (zona sul, na saída para Curitiba).
Além desta questão, alguns vereadores comentaram também o fato de as áreas que a prefeitura pretende doar à Unopar compreenderem o espaço de uma praça e duas ruas, logradouros públicos destinados atualmente ao uso da população. Parte da área a ser doada já é utilizada há anos pela Unopar, em regime de permissão de uso.
Vereadores lembraram que, em troca da permissão de uso, a universidade havia se comprometido a construir uma creche para servir às famílias residentes no Jardim Piza. Segundo eles, esta creche nunca fora construída. O relatório do parecer da Comissão de Justiça e Legislação da Câmara contém ainda documentos de cartórios de registros de imóveis, segundo os quais três das quatro áreas hoje pertencentes à Unopar estão penhoradas junto à Caixa Econômica Federal e Banco Meridional como garantia de pagamento de dívidas para com a Previdência Social (INSS).
Ao propor a retirada dos projetos de pauta por tempo indeterminado, Carlos Kita admitiu que os projetos são muito polêmicos e necessitam de uma avaliação mais aprofundada antes de irem à votação pelos vereadores.

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