O levantamento topográfico e o memorial descritivo da área doada pelo empresário Luiz Roberto Ferrari, para a construção da Cadeia Pública, só deverão ficar prontos no início da próxima semana. Os dois estudos são necessários para concretizar a doação e escriturar a área, legitimando a obra. São eles que vão garantir o desmembramento da parte doada, da fazenda de 70 alqueires do empresário. O terreno fica na gleba Três Bocas, no lote 94, próximo à rodovia que leva ao distrito de Maravilha.
O prefeito Luiz Eduardo Cheida havia prometido viabilizar o desmembramento na semana passada. O diretor-presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento (Ippul), Fausto Lima, informou que, ontem, os técnicos do instituto estiveram na área para colher os últimos dados. ‘‘Não houve atraso. Foi necessário levar em consideração o loteamento e a abertura de ruas no local. O levantamento é demorado e tem de ser preciso’’, argumenta o diretor-presidente.
Uma vez prontos, uma cópia do levantamento topográfico e do memorial descritivo serão enviadas ao Governo do Estado para a adequação do projeto que já está pronto. O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial, Leonyl Ribeiro, enfatiza a importância da liberação do início das obras ser agilizada o máximo possível. ‘‘Temos de tomar o cuidado de não deixar o preparo da documentação travar na burocracia. Enquanto esta obra não estiver pronta não haverá como resolver o problema de falta de segurança na cidade’’, afirma o delegado-chefe.
O delegado lembra a situação de insegurança dos seis distritos policiais da cidade, sempre superlotados. E fala das fugas, rebeliões e resgates ocorridos recentemente. ‘‘A situação é grave. E já ficou claro que os distritos não têm estrutura para continuar funcionando como cadeia.’’ Leonyl Ribeiro avalia que serão necessários de oito meses a um ano para a realização da obra. Cálculo que protela a conclusão da cadeia pública e o ‘‘sossego’’ das comunidades próximas aos distritos policiais para o final de 97. Isso se as obras tiverem início no máximo até janeiro.
De acordo com o projeto atual, a Cadeia Pública de Londrina terá 1.240 metros quadrados de área destinada à carceragem - o total da construção é de 2.049 metros quadrados. Incluída a ala feminina de prisão especial, a unidade terá capacidade para 300 presos. ‘‘É o suficiente para a demanda atual. Mas o projeto já prevê ampliação’’, comenta o delegado Leonyl Ribeiro. O custo total da obra está estimado em R$ 1,358 milhões.

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