Doação de terreno
tumultua sessão da
Câmara de Arapongas



Edinelson Alves
De Arapongas

A Câmara de Vereadores de Arapongas (37 km a oeste de Londrina) teve, anteontem à noite, uma reunião bastante tumultuada. Na pauta, a discussão da doação de um terreno de 300 mil metros quadrados para a construção de 500 casas populares. Como tem minoria na Câmara, o prefeito José Aparecido Bisca (PFL) convocou lideranças comunitárias, comerciais, representantes da Caixa Econômica, Cohapar, Sanepar e Copel para pressionar os vereadores. Lideranças comunitárias e também o prefeito cobraram urgência na aprovação, argumentando ser grande o déficit habitacional, além do risco do município perder o financiamento. Quando a palavra foi passada para os vereadores da oposição ‘‘o tempo esquentou’’.
Sérgio Onofre (PMDB) quis saber quem era o responsável pela inscrição dos mutuários, qual o valor das prestações, quem pagaria asfalto e outras obras de infra-estrutura. ‘‘Só vou votar favorável quando tudo estiver claro’’, afirmou. Em seguida, Fortunato Graça Júnior (PTB) começou a criticar o prefeito, além de ironizar as empresas que estão envolvidas no financiamento e construção das casas.
A discussão sobre moradia ficou em segundo plano. Alois Sebastião da Silva, ex-presidente e agora tesoureiro da União de Associações do Município de Arapongas, ameaçou sair do plenário se não fosse respeitada a pauta da reunião. João de Farias (PSDB), presidente da Comissão de Justiça, onde o projeto está parado sem parecer definitivo, disse que tem sido voto vencido em matéria de agilização do projeto. Graça Júnior disse que irá lutar, acatando sugestão das lideranças comunitárias, para que seja criado um Conselho de Habitação para garantir transparência na inscrição e seleção dos mutuários.

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