A doação de órgãos, apesar de ser iniciativa que salva vidas, ainda gera muitas dúvidas nos familiares do possível doador. Segundo a enfermeira Ogle Beatriz Bacchi de Souza, da Central de Transplantes em Londrina, a doação só pode ser autorizada após a constatação da morte encefálica.
A confirmação desse diagnóstico é feita a partir de exames, regulamentados em resolução do Conselho Federal de Medicina, que avaliam a falência das funções cerebrais. ''A morte cerebral é irreversível, a pessoa não tem mais vida'', esclareceu.
Quando a morte cerebral é comprovada, uma equipe da Central de Transplantes avalia a possibilidade da pessoa ser doadora e quais órgãos poderão ser utilizados. ''Só depois dessa análise é que entramos em contato com a família para informar sobre a possibilidade de doação'', informou.
Após a autorização da família, começa o processo de procurar pacientes compatíveis na fila de espera de transplantes. A prioridade é beneficiar pacientes da região. Quando não há receptores compatíveis, o órgão fica à disposição de outras regiões do Paraná e, em último caso, são enviados para outras partes do País.
Ogle esclare ceu que o corpo é reconstituído após a retirada dos órgãos. ''É uma determinação legal e também um compromisso ético''.(C.A.)

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