Doação de órgãos em debate
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Michelle Aligleri<BR> Reportagem Local 
Nesta semana comemora-se a Semana Nacional de Doação de Órgãos. Atualmente na região de Londrina, que abrange quatro regionais de Saúde e tem uma população de mais de 1,8 milhão de habitantes, 668 pessoas estão na espera de coração, rim ou córnea. Conforme Ogle Beatriz Bacchi, coordenadora Unidade Regional de Transplante da 17 Regional de Saúde, existem pacientes da região que aguardam a doação de outros órgãos, mas eles entram na lista estadual.
Para Hélio Figueiredo, coordenador da equipe de captação de órgãos do Hospital Universitário (HU), o maior desafio é a falta de doadores. ''É importante que as pessoas que desejam doar órgãos informem em vida a sua vontade.'' Ele acrescentou que algumas vezes esta manifestação não é suficiente. ''Existem mitos, principalmente em relação à morte encefálica (cerebral). É importante que as pessoas entendam que são realizados vários exames que atestam a morte do paciente, antes de iniciarmos o procedimento de retirada de qualquer órgão.''
Em função da semana comemorativa, a equipe da Comissão Intra-Hospitalar de Transplantes do HU montou um estande no saguão do hospital e um grupo de profissionais está orientando as pessoas sobre a importância da doação de órgãos.
Amanhã e sexta-feira, equipe estará na entrada do hospital atendendo as pessoas que desejam ser doadoras de medula óssea. ''A medula é uma das poucas doações que podemos fazer em vida. A pessoa que manifesta interesse preenche uma ficha e tem o sangue coletado para análise. Os dados são encaminhados para o Redome (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) e é feita uma verificação para identificar se há algum paciente compatível'', disse Figueiredo. Ele acrescentou que a chance de encontrar uma pessoa compatível é de uma em um milhão. ''Por isso é tão importante que as pessoas se conscientizem e façam seu cadastro no banco.''


