Doação de órgãos: desafio é convencer as famílias
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Diogo Cavazotti<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O operador de máquinas Cleber Marcelino Ribeiro nunca soube que poderia ser um doador de medula óssea. E, para isso, precisaria recolher apenas cinco mililitros (ml) de sangue. Com as informações contidas nesta mostra do material, ele passou a integrar, desde ontem, o cadastro nacional de doadores de medula óssea. ''Pensei que ia doer, mas não senti nada'', explica Ribeiro.
Até agora ele não conhece alguém que precise de um transplante de medula, mas sente-se satisfeito por fazer parte de uma seleta lista de doadores. Se algum paciente, em qualquer lugar do mundo, precisar da medula compatível com a de Ribeiro, ele poderia salvar uma vida. E o procedimento é simples. Porém, essa probabilidade é de uma em 100 mil.
Uma vez por mês o Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) realiza a coleta de sangue para o cadastro de doadores de medula. Neste mês, a coleta foi realizada ontem, em comemoração à Semana Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante. Hoje, das 8h30 às 11h30, serão realizadas palestras sobre os diversos tipos de transplante possíveis. O encontro será no auditório do setor de Ciências de Saúde do HC, com entrada gratuita.
O maior problema para conseguir um órgão ainda é a família do possível doador. É o que explica a coordenadora da Comissão Intra-hospitalar de Captação de Órgãos para Transplante do HC, a enfermeira Maria Cecília Mendes Coser. ''Hoje, para ser doador, só é necessário a família saber. As campanhas são realizadas para que as pessoas conversem sobre isso. Porém, é mais comum elas se depararem com o assunto somente na hora da perda de um familiar'', explica.
Atualmente, 4.065 pessoas do Paraná esperam por um órgão doado. São 60 mil no Brasil.


