O secretário de Governo da Prefeitura de Londrina, Gino Azzolini, disse ontem que o impasse sobre a propriedade do terreno ao lado da Creche-escola Governador José Richa, localizada na Rua Garça Real 98, Conjunto Violin (zona norte), está praticamente resolvido. A direção da creche tem a intenção de construir uma escola na área doada pela prefeitura a outra entidade. A diretora explica que o projeto já está aprovado pelo governo estadual e depende da liberação de verbas.
A Lei 7.445, de 17 de junho de 98, no entanto, sancionada pelo prefeito Antônio Belinati, doou mil metros quadrados dos 2.864 mil metros quadrados daquela área para a Cooperativa de Trabalhadores Autônomos Ltda. (Cooperdol). A diretora e fundadora da instituição, Lourdes Rorath, professores e alunos da creche estiveram ontem na prefeitura pedindo a revogação da lei.
‘‘Houve um engano por parte do Executivo que não percebeu que área já tinha um proprietário. Temos certeza de que a situação vai ser revertida’’, disse esperançosa a diretora. Ela conta que só tomou conhecimento da doação na segunda-feira quando um grupo de operários começou a derrubar o pomar e a horta que abastece a creche de frutas e legumes.
O secretário Gino Azzolini disse que, na verdade, o terreno doado à Cooperdol não pertence à creche. ‘‘Havia uma crença por parte da direção da creche de que o terreno era deles, mas não há qualquer registro na prefeitura sobre essa doação. Eles tiveram várias reuniões com autoridades da época e achavam que estava tudo certo e regularizado, e não estava. Mas, graças a Deus, tudo está sendo resolvido. Estamos enviando um projeto à Câmara regularizando a doação da área para a creche’’.
Segundo o Secretário, a Cooperdol deverá receber um novo terreno que está sendo devolvido à prefeitura por uma instituição. Caso a devolução não se concretize, ele considera que é perfeitamente possível a construção da escola pela creche e a instalação da cooperativa. ‘‘O terreno é grande o suficiente’’, diz Azzolini. O presidente da Cooperdol, Ezídio Botelho, disse ontem que a entidade perdeu o interesse na área ao lado da creche. ‘‘Reunimos o conselho da cooperativa e avaliamos que um projeto anule (a construção da escola) o outro (a instalação da sede da cooperativa). Não queremos conflito com ninguém. Se nos for destinada uma nova área, não há qualquer problema para nós’’.

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