Do trem, belas imagens da Serra do Mar
Do trem, belas imagens da Serra do Mar
James Alberti
Fotos: Albari RosaA Garganta do Diabo, conhecida também como Garganta do Inferno, é uma das paisagens mais belas da viagem, que dura entre duas e três horas
Olhos vidrados na janela e pronto: em determinado momento, chamado de Viaduto do Carvalho, tem-se a sensação de estar voando. Depois de passar por um túnel, pouco mais de 30 metros de escuro, chega-se ao trecho em que os trilhos estão encravados numa parede de rocha. Do lado direito, pedras; do esquerdo, o vazio; lá embaixo, a mata. Esse é um dos momentos mais impressionantes da viagem - que pode ser feita de litorina ou trem - pela Serra do Mar, de Curitiba a Paranaguá, feita pela reportagem da Folha na quarta-feira passada, a convite da empresa Serra Verde Express.
O mais impressionante dos pontos turísticos é o Viaduto do Carvalho, nome que presta homenagem ao então presidente da Província, Carlos de Carvalho. Ao passar por ele, o passageiro tem a impressão de estar sendo lançado no espaçoMas o passageiro deve tomar cuidado para escolher bem o dia da viagem. Do contrário, corre o risco de ver apenas as nuvens de neblina que cobrem toda a mata e escondem imagens inesquecíveis, como a Garganta do Diabo. Se isso acontecer, vai imortalizar nas fotos apenas as tristes cenas do mau estado de conservação das antigas estações de trem, que deveriam ser preservadas pela Ferrovia Sul Atlântico e pela Rede Ferroviária Federal.
Corroído pelo tempo, o patrimônio histórico do Paraná está aos pedaços. Na beira dos trilhos, somente a estação do Parque Estadual do Marumbi, em Morretes, recebe alguns cuidados. É de longe a mais preservada, porque, dizem os guias, está dentro de um local de preservação permanente. Serviço: informações sobre viagens pelo telefone (041) 323-4007 e 323-4008.





