Você pretende ir à 64ª edição da ExpoLondrina e tem dúvidas sobre transporte, estacionamento, preços de alimentos e o montante de variedades para conhecer? A reportagem esteve no Parque de Exposições Ney Braga, na tarde de quarta-feira (15), e percorreu os principais espaços da feira, reunindo valores, experiências e opiniões de quem passou por lá.

Quanto custa chegar até a Expo?

O primeiro impacto para quem decide visitar a feira começa antes mesmo da entrada. Para quem opta por transporte por aplicativo, uma corrida do Centro de Londrina até o parque, na hora do almoço, varia entre R$ 15 e R$ 20. No entanto, motoristas ouvidos pela reportagem relataram dificuldade em aceitar esse tipo de viagem.

Segundo eles, o acesso ao local exige um contorno de até dois quilômetros, já que não é possível parar diretamente na Avenida Tiradentes, onde fica a entrada do parque. É necessário passar pelo trevo entre a BR-369 e a rodovia Celso Garcia Cid, o que aumenta o tempo e reduz o ganho. Nos casos ouvidos pela reportagem, os condutores disseram que só aceitaram a corrida porque não sabiam que o destino era a Expo.

Com a recusa de motoristas e o avançar da noite, quando o local atrai ainda mais visitantes, a tendência é que as corridas de aplicativo disparem no valor.

Já quem vai de veículo próprio precisa preparar o bolso: os estacionamentos oficiais na entrada do parque cobram cerca de R$ 30 para motos e R$ 70 para carros. A reportagem também encontrou uma alternativa por R$ 50 nas proximidades.

Ingressos e estrutura

O valor da entrada varia conforme o dia. Até quarta (15), o ingresso ao parque de exposições custava R$ 9 (meia) e R$ 18 (inteira). A partir de quinta-feira (16), os valores sobem para R$ 13 (meia) e R$ 26 (inteira).

Crianças de até 6 anos não pagam. De 7 a 12 anos, pagam meia. Pessoas com 65 anos ou mais têm gratuidade, assim como pessoas com deficiência e um acompanhante. Também têm direito à meia estudantes, professores, doadores de sangue, pessoas entre 60 e 64 anos, profissionais da saúde e outros grupos previstos em lei.

Comida

Há bebedouros espalhados pelo parque, que podem ser usados gratuitamente.A variedade de alimentos é grande e os preços também. Entre os lanches rápidos, o crepe custa R$ 25, enquanto o crepe francês varia entre R$ 35 e R$ 40. Batatas vão de R$ 10 a R$ 20. Para sobremesa, a casquinha de sorvete sai por R$ 15, enquanto o sundae e o cascão custam R$ 20. Sorvetes mais simples podem ser encontrados por R$ 10.

Na tradicional Padaria do Xuxa, pedaços de bolo custam R$ 20 e salgados R$ 15. a reportagem verificou que o chopp Brahma (550 ml) custa R$ 30 em um restaurante.

Também encontrou um hot dog por R$ 20; pastéis por R$ 15, e combos com caldo de cana saem por R$ 25. Algodão doce varia de R$ 6 a R$ 22.

Expo Sabores

Na área da Expo Sabores, os visitantes encontram produtos típicos. A pamonha custa R$ 17, curau R$ 10 e suco de milho R$ 12. Tortas doces saem por R$ 30, enquanto espetinhos de morango custam R$ 20.

Imagem ilustrativa da imagem Do transporte ao lanche, veja quanto você vai gastar na ExpoLondrina
| Foto: Bruno Souza

Produtos derivados do mel também estão presentes em vários estandes. O própolis sai por R$ 22 e o mel entre R$ 25 e R$ 45. Um pacote de mandiopan sai por R$ 15, já missô, bolacha de nata e cocada por R$ 20. Doces de leite custam R$ 35 e kits de churrasco R$ 50. A maçã do amor custa R$ 7 a unidade ou três por R$ 15.

Compras e negócios

Na Expo Comércio e Varejo, os preços também variam bastante. Bolsas de couro vão de R$ 69,90 a R$ 99,90, enquanto porta-moedas custam R$ 14,90. Roupas femininas podem ser encontradas por R$ 59,99, calças por R$ 99,99 e blusas a partir de R$ 39,99.

Semijoias aparecem com descontos e lotam os estandes de curiosos. Brincos começam em R$ 3, e colares custam R$ 10. Peças de roupa infantis são vendidas em promoções, como três por R$ 100.

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| Foto: Bruno Souza

No setor de móveis, os valores chamam atenção, assim como a qualidade dos produtos. Sofás de dois lugares custam R$ 4.890, mesas partem de R$ 5.590 e podem ultrapassar R$ 20 mil, enquanto poltronas chegam a R$ 1,2 mil.

Artesanato e produção local

Dentro da Fazendinha da ExpoLondrina, no estande da economia solidária, há produtos como bottons por R$ 5, panos de prato e necessaires entre R$ 15 e R$ 20, bolsas de crochê por R$ 70 e bonecas de pano também por R$ 70.

As bonecas de pano custam a partir de R$ 70 no estande da Economia Solidária
As bonecas de pano custam a partir de R$ 70 no estande da Economia Solidária | Foto: Bruno Souza

A produtora Rosana Gomes, moradora do assentamento Eli Vive 1, vende plantas do seu sítio de R$ 5 a R$ 50. Ela destaca que tem um público ‘peculiar’ na ExpoLondrina.

“Fora da Expo, eu vendo somente por meio dos grupos. É por encomenda. O pessoal de Lerroville e Tamarana pede e eu entrego. Aqui, os preços variam de acordo com a idade das plantas”, diz.

Diversão e atrações

Para as crianças, o trenzinho custa R$ 20 por passeio e é gratuito para menores de 2 anos. Tirar foto com um mini cavalo custa R$ 10.

No parque de diversões do Vitinho Park, os ingressos variam de acordo com a ‘badalação’ das parafernálias. A roda gigante custa R$ 25 (ou R$ 50 inteira), atrações como booster, skip dance e fly zone custam R$ 20 (R$ 40 inteira), e outras atrações saem por R$ 15 (R$ 30 inteira). Há pacotes com quatro ingressos por R$ 50 (R$ 100 inteira). Nesta quarta-feira (15), todos pagam meia.

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| Foto: Bruno Souza

Aumento nas vendas

Entre os expositores da feira, o clima é de festa. O artesão Osmar Sorgatto, de Santa Catarina, relatou aumento nas vendas em comparação com outros anos.

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“Fabricamos tábuas de churrasco e facas. Sou de Caçador e venho para Londrina somente por causa da Expo. Graças a Deus este ano está bem melhor que o ano passado. Hoje eu bati as vendas do ano passado. Até domingo, pretendo ter 60% ou 70% a mais que o valor do ano passado”, afirma.

Ele apresenta uma teoria para explicar o bom desempenho deste ano. “Tudo isso foi por causa da data. Estamos em época de pagamento. A feira ter começado dia 10 foi muito bom”.

Já entre os visitantes, as opiniões se dividem. “Pelo o que vi até agora, os preços estão dentro da normalidade. Não estão muito caros. Vamos agora dar uma volta para outras áreas, mas não vi nada muito caro”, disse uma senhora ouvida pela reportagem.

A opinião não é a mesma do aposentado Dermival Sanches, 59. Para ele, os preços praticados pelos comerciantes estão "exorbitantes".

“Eu esperava encontrar mais promoções. Se as empresas vêm de fora para divulgar o produto aqui, têm que dar um atrativo. Aqui eles querem ‘arrancar o nosso couro’”, diz, em tom de brincadeira.

Os espaços de alimentos são os que têm os preços que “menos condizem com a realidade”, segundo ele. “Encontrei um pacote de suspiro por R$ 30 e não tinha nem 200 gramas. Normalmente, não pagaria mais de R$ 10. Somos de São Paulo e estamos em Londrina há 1 ano e meio. Gostamos de vir à Expo para passear mesmo.”

Apesar das críticas, a esposa dele, Vera Lucia Sanches, 54, destaca um ponto positivo. Ela diz que conseguiu almoçar dentro da feira de exposições por um “valor justo”.

“Viemos ano passado também e os preços não baixaram. Estão a mesma coisa ou até aumentaram. Porém, nós almoçamos aqui e o preço estava bom. Comemos uma porção de picanha com arroz, feijão, batata frita e salada por R$ 60 cada. Preço bom. Em qualquer churrascaria é R$ 100!”.

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