Londrina - O pouco movimento na entrada do pronto-socorro do Hospital Universitário (HU) de Londrina denuncia a anormalidade. Na tarde de ontem, poucas pessoas aguardavam do lado de fora o atendimento de familiares e o clima era de apreensão.
O vendedor Saulo Fernandes Ribeiro, 44 anos, levava o filho Saulo Júnior, 19 anos, pela segunda vez ao hospital, desde quinta-feira, e confessou que estava preocupado. ''A preocupação maior é porque a gente não sabe o que está acontecendo. Meu filho cortou a ponta de um dedo numa serra e voltou para fazer uma cirurgia porque estava muito inchado. Meu medo é que o machucado deixou ele mais exposto aos riscos''. Ele disse que o filho também estava um pouco temeroso, pois terá que ficar internado por, pelo menos, quatro dias. ''Não sei como vai ser'', completou.
Com o filho Cícero da Silva Júnior, 18, internado desde a semana passada por causa de um problema pulmonar, a dona de casa Dircinéia da Silva foi pega de surpresa com as notícias envolvendo a bactéria. ''Isso preocupa muito a gente'', disse ela, que veio de Quatiguá (63 km ao sul de Jacarezinho). O polidor Maikon Olivetti, 19, de Cambé, também foi surpreendido. Ele chegou ao HU no meio da tarde de ontem, acompanhando a esposa, uma adolescente de 16 anos que havia sofrido um aborto espontâneo. A jovem chegou encaminhada pelo Samu e foi atendida porque sangrava muito.(L.A.)

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