O coelho doméstico, popularmente conhecido por sua representação como símbolo da Páscoa, pertence à espécie cuniculus. Mas, segundo o presidente da Associação Científica Brasileira de Cunicultura (ACBC), o zootecnista Cláudio Scapinello, pelo menos três linhagens definem as diferentes espécies do animal, que podem servir para muitas outras coisas e não somente para a estimação.
Dependendo da raça ou da espécie, ele pode ser aproveitado de várias maneiras que beneficiam o ser humano.
Scapinello explica que no Brasil as raças que se adaptam melhor são as especializadas para produção de carne, como a raça Nova Zelândia. Além do principal produto ser a carne, pode-se aproveitar a pele do animal para a indústria de confecção e artefatos de couro. ''O sangue é utilizado pela indústria de alimentos para animais e também para a indústria farmacêutica (soro). O cérebro é destinado aos laboratórios para produção de medicamentos para a linha humana'', diz.
Algumas raças são destinadas à produção de pele, como os coelhos Rex. Ainda segundo ele, existem também os coelhos Angorá, que são raças para a produção de lã. ''A lã pode ser obtida a cada três meses e é utilizada na indústria de confecção de tecidos especiais pela excelente capacidade isolante de suas fibras'', ressalta.
Mas para quem quer mesmo ter o bichinho em casa como companhia, o ideal é encontrar o coelho Anão, que além do pequeno porte, possui grandes olhos, nariz pequeno e chama atenção pela sua beleza. No Brasil, os coelhos Anões são conhecidos como ''minicoelhos'' e seu peso adulto pode chegar, no máximo, a 2 quilos.(F.B.)

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