DNER vai liberar primeiro trecho duplicado da BR-116
De Curitiba
O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) vai liberar este mês 31 dos 43 quilômetros de pista duplicada na BR-116, que liga Curitiba a São Paulo. O trecho compreende 23,8 quilômetros do lote 1, que vem da divisa com São Paulo para capital parananese, e 8 quilômetros do lote 2, próximo da Represa Capivari.
Na avaliação do diretor regional do DNER, João Alberto Sautchuk, a reforma deve diminuir o número de acidentes na região. No ano passado, morreram 132 pessoas na estrada, que é conhecida como Rodovia da Morte. Diariamente, trafegam 12 mil veículos nessa estrada, que é a principal ligação entre as regiões sudeste e sul do País. Sautchuk estima que os acidentes na região reduzam entre 50% a 80%.
Na recuperação do trecho paranaense, o DNER investiu R$ 600 milhões, sendo que R$ 240 milhões foram de verbas complementares para a obras do Contorno Norte e melhorias na rodovia, próximo do Atuba. Nos 774 quilômetros de obras nos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina, o órgão investiu ao todo R$ 1,6 bilhão. A pista dupla da BR-116 levou dois anos e meio para ser construída.
No momento, funcionários do órgão estão executando a sinalização horizontal, com pintura de faixas. Sautchuk acredita que o serviço deve estar concluído até o fim do mês. Atualmente, faltam terminar dois quilômetros de terraplenagem e pavimentação no trecho da Variante do Alpino.
Essa variante mede 12 quilômetros, sendo um dos trechos mais importantes da obra. Neste ponto, foi construído um aterro, com 700 mil metros cúbicos, além de um corte na serra, suspenso a 50 metros.
A nova pista da BR-116 está sendo construída pelos consórcios liderados pelas empresas Queiroz Galvão e Ferreira Guedes. Foram construídas quatro pontes sobre o rios Coqueiro, Pardinho, Cedro e Trindade. O diretor do DNER informou que com a reforma a rodovia passa a ganhar o estatus de classe I, que no setor de engenharia define os modelos mais modernos de estradas.





