DNER libera tráfego na BR-373
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quinta-feira, 02 de abril de 1998
James Alberti 
Paulo EstecheBR-277, entre Guarapuava e Ponta Grossa, foi liberada ontem à noiteO Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) liberou ontem à tarde o tráfego na BR-373, no quilômetro 273, em Prudentópolis. A rodovia tinha sido interrompida porque o asfalto cedeu devido a chuva. O capitão Loemir de Souza Mattos, chefe da Divisão de Defesa Civil, disse que as duas pistas foram liberadas logo após o meio dia.
O mesmo aconteceu no quilômetro 308 da BR-277, na Serra da Esperança, entre Guarapuava e Ponta Grossa, que foi liberado no início da noite, segundo a Polícia Rodoviária Federal de Curitiba. Conforme o capitão Mattos, durante todo o dia, o trânsito esteve lento, pois apenas em uma pista dava passagem. Os congestionamentos por causa da demora foram pequenos, nada comparável ao que aconteceu anteontem quando a companhia Caminhos do Paraná fechou a BR por algumas horas para acelerar os serviços e provocou congestionamentos de até dez quilômetros.
Ao contrário nas outras barreiras, em Guamiranga a situação não se resolveu. O quilômetro 237 da BR-373, entre Guarapuava e Ponta Grossa só deve ser liberado daqui a 20 dias, conforme previsão da concessionária Caminhos do Paraná. No local, um bueiro rompeu e causou o afundamento do asfalto, bloquenado completamente a rodovia.
Para escapar do bloqueio, os veículos de passeio podem fazer um desvio por Imbituva, trajeto que aumenta o percuso em 46 quilômetros. Como o trânsito passa por dentro da cidade e o calçamento não foi projetado para veículos pesados, os caminhões e os ônibus estão sendo obrigados a desviar por Palmeira.
Preocupada com os estragos feitos pela chuva, a direção da concessionária Caminhos do Paraná afirma ter encomentado um estudo de impacto ambiental na Serra da Esperança, principalmente entre as margens da BR-277, onde a chuva provocou o desmoramento de terra que fechou a pista. A empresa quer comprovar que as encostas são formadas por solo arenoso, que se desprende facilmente apesar da vegetação.
A Serra da Esperança, que compreende um território de 42 mil hectares, de Cândido de Abreu a União da Vitõria, dos quais 40 mil hectares em Guarapuava, sofre com a extração de madeira, apesar de ser considerada uma das áreas mais preservadas do Estado.


