DNER libera R$ 1 bilhão para estradas
Recursos internacionais serão aplicados na recuperação de trechos que estão fora do Anel de Integração
Alexandre Sanches
Milton DóriaAbandonoSem manutenção, a estrutura da maioria das balanças nas estradas paranaenses está totalmente depredada; na BR-153, local virou ponto de andarilhos O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) está anunciando a liberação de R$ 1,250 bilhão do Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid) e governo federal, para recuperar várias rodovias federais paranaenses. Parte do recurso deve ser liberado a partir do segundo semestre deste ano, conforme cronograma de obras estabelecida pela regional do DNER em Curitiba.
A liberação coincide com o início da cobrança de pedágio em parte dos mais de dois mil quilômetros de rodovias ‘‘privatizados’’ pelo Governo no chamado Anel de Integração. Sem anunciar a data do início das obras de restauração, o diretor regional do DNER no Paraná, engenheiro João Alberto Sautchuk, informou que os projetos já foram elaborados.
Para a primeira etapa dos trabalhos foram selecionadas as obras na BR-163, de Marechal Cândido Rondon a Guaíra - extensão de 64 quilômetros; a BR-476, de Araucária a Lapa - 44 quilômetros; e a BR-469, de Foz do Iguaçu ao Parque Nacional do Iguaçu, nas Cataratas - 22 quilômetros. Para esta fase o governo já liberou R$ 500 milhões.
Também estão previstas obras de restaurações nos trechos da BR-158, entre Laranjeiras do Sul e PR-281, e entre Coronel Vivida e Pato Branco; BR-272, entre Campo Mourão e Goioerê e Francisco Alves a Guaíra; e BR-476, entre Bocaiúva do Sul e Curitiba. Outros trechos serão atendidos na segunda etapa, ainda sem definição para o início das obras.
Postos de pesagem Na maioria das rodovias federais no Estado há postos de pesagem para controle do excesso de peso dos caminhões. Segundo a assessoria de imprensa do DNER, o Paraná possui 10 postos de pesagem, mas muitos foram desativados há mais de 10 anos por questões operacionais. Sem manutenção, os imóveis públicos foram destruídos e parte do patrimônio, como as balanças, está totalmente danificada.
Em 1995, o governo federal cogitava colocar em funcionamento os postos de pesagem da BR-376, entre Mauá da Serra e Ortigueira; da BR-153, entre Ourinhos (SP) e Jacarezinho; e da BR-369, entre Ourinhos e Cambará, considerados prioridades no Estado. A assessoria de imprensa informava em 95 que as balanças estavam praticamente em condições de operação. Hoje, no entanto, somente a da BR-369 foi recuperada pela Econorte, concessionária responsável pelo Lote 1 do Anel de Integração, conforme contrato assinado com o governo do Estado.
O posto de pesagem da BR-153 se resume à estrutura de cimento e tijolos. Os vidros, placas, estruturas metálicas e portas foram saqueados. O local é ponto de parada de andarilhos. O mesmo acontece com o posto da BR-376, entre Mauá da Serra e Ortigueira. Segundo levantamento do órgão, feito no ano passado, eram necessários R$ 121 mil para recuperar cada balança.
A assessoria de imprensa do DNER afirma que nem todos os postos estão desativados. Cita como exemplo as balanças da BR-116, entre Madirituba e Campo do Tenente, considerada modelo para o país. Ela é totalmente digitalizada e informatizada, fornecendo dados precisos e rapidamente para Brasília. Também aponta as balanças de Foz do Iguaçu e Guarapuava.

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