O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) divulgou ontem um informe anunciando que a empresa Pawlowski & Garbin está executando, desde o final de dezembro, serviços na BR-272, trecho entre Guaíra (115 km a sudoeste de Umuarama) e Francisco Alves. O informe é uma resposta à ação judicial que a promotoria pública de Guaíra e a procuradoria da República de Umuarama estão formalizando contra o órgão e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná, exigindo a recuperação da BR-272 entre Iporã e Guaíra.
A ação foi proposta depois que dois delegados e um escrivão de polícia morreram, em maio do ano passado, num acidente entre Francisco Alves e Guaíra. O acidente teria acontecido por causa de buracos na pista. O asfalto estava em situação crítica. A promotoria e a procuradoria garantem que muitos acidentes neste trecho da rodovia foram causados pelo péssimo estado de conservação da estrada.
O DNER informa que estão sendo executados trabalhos de tapa-buracos na rodovia e outros ‘‘destinados à operacionalidade da estrada’’. Por dia, passam em média 2.500 veículos pela região, boa parte vinda do Estado do Mato Grosso do Sul via Ponte Ayrton Senna, sobre o Rio Paraná. O diretor regional do DNER, João Alberto Sautchuk, garantiu que a conservação da rodovia será mantida. Ele anunciou que uma concorrência pública está em fase final, permitindo a contratação por dois anos de uma empresa que ficará responsável pela conservação da BR-272.
Além das obras tapa-buracos, o DNER informa que hoje a empresa responsável inicia os trabalhos de recapeamento de segmentos da estrada que estão comprometidos devido a ação do tempo e do uso intenso. Em vez de tapar os buracos, o asfalto é substituído. Pelo menos dois quilômetros da BR-272 terão o asfalto substituído.

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