DNER começa operação tapa-buracos
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quarta-feira, 05 de fevereiro de 1997
Carmem Murara 
Da Sucursal
Arquivo FolhaCaminhões têm que driblar buracos: obras vão facilitar o transporte da safraO Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) começa na próxima semana uma operação de conservação e manutenção do trecho Curitiba a Paranaguá da BR-277. O DNER assumiu o serviço mesmo não tendo mais o controle sobre a rodovia, que passou para o governo do Estado através de um acordo de concessão. O departamento nacional ficará com o trabalho até que a estrada passe a ser administrada pela iniciativa privada, o que deve acontecer no segundo semestre deste ano.
A conservação será feita pela empreiteira curitibana Lemos Danova, que ganhou a concorrência pública aberta pelo DNER. O órgão fará uma operação emergencial para tapar buraco na rodovia. A intenção do DNER é preparar a estrada para o escoamento da safra de grãos, que vai de março até julho.
Segundo o chefe do 9º Distrito Rodoviário Federal no Estado, João Alberto Sautchuck, o trabalho será feito atendendo a um pedido do secretário estadual de Transportes, Deni Schwartz, que em dezembro passado solicitou ao DNER que renovasse a concessão para manter o trabalho. A intenção inicial do Ministério dos Transportes era deixar as obras de reparos a cargo do governo do Estado. Eles (DNER) não teriam a obrigação de fazer a conservação, afirmou o diretor de conservação do Departamento Estadual de Estradas e Rodagem, Wilson Domingos Celli.
Pelo acordo, o DNER vai manter apenas o trabalho de conservação nos trechos onde ainda vigoram os contratos de concessão. Do total de 22 trechos, 20 têm contratos. O DER fará o serviço em apenas duas extensões da BR-277. São 200 quilômetros entre os municípios de Guaraniaçu, Cascavel e Foz do Iguaçu e ainda 140 quilômetros entre São Luiz do Purunã e Relógio.
O DER abriu licitação para fazer a operação tapa-buracos nos dois locais. A primeira etapa do contrato prevê um investimento de R$ 156 mil. Os recursos são apenas para fechar os buracos da estrada. Vamos priorizar o serviço. Não pretendemos fazer roçada nem limpeza de sarjeta, afirmou Celli. Para fazer a conservação total seriam necessários R$ 2 milhões em seis meses.
No caso do trecho Curitiba-Paranaguá, o DNER tem um orçamento mensal de R$ 30 mil para aplicar na estrada. Segundo João Alberto Sautchuck, os recursos são divididos ainda com a BR-376, entre Curitiba e Garuva. É pouco dinheiro, mas não há verbas suficientes, admitiu. A verba de conservação para o Estado foi de R$ 650 mil, em janeiro, o que dá uma média de R$ 15 mil a R$ 30 mil por trecho.
O consórcio de empresas privadas que for administrar as rodovias no Estado terá seis meses para fazer um plano emergencial de recuperação de estradas. Após este período, as empresas estão autorizadas a cobrar pedágio. Do total de 3,4 mil quilômetros de estradas federais, 1,7 mil foram delegadas ao Estado.


