Paulo Pegoraro
De Cascavel
Foi apresentado ontem em Cascavel o resultado do exame de DNA da doméstica Neli Barbosa Bordinhão, 40 anos, e de Marcelo Bordinhão, de 15 anos, comprovando que se trata mesmo de mãe e filho, exigência para que o rapaz seja reconhecido como ‘‘vivo’’.
O resultado será anexado ao processo que tramita na Comarca de Cascavel para anulação da certidão de óbito de Marcelo, registrada em cartório com base em declaração falsa de sua morte, feita pelo pai, o lenhador Alberto Bordinhão, 45 anos.
A certidão é de 1985, quando o rapaz tinha 1 ano e estava sob a guarda do pai, separado da mulher. Alberto Bordinhão contou com o testemunho falso de duas pessoas que declararam o óbito, o que, na época, era suficiente para tirar o documento e anulação do registro de nascimento.
Posteriormente, Marcelo foi deixado com a mãe pelo pai, que desapareceu. Neli Bordinhão só soube que ele estava ‘‘morto’’, para efeitos legais, quando procurou matriculá-lo em uma escola e foi exigido o registro de nascimento.
O caso é cercado de polêmica por envolver também um conflito entre a promotora Marlene Jordão e o advogado Paulo Gomes Júnior, que atua em nome da Comissão Estadual de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Paulo foi denunciado à Procuradoria-geral da Justiça do Paraná porque estaria se utilizando de um menor para se promover. O advogado nega as acusações e frisa que age em nome da OAB, que havia recebido pedido de ajuda da mãe do rapaz várias vezes.

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