DNA pode resolver desaparecimento
Edinelson Alves
De Rolândia
Especial para a Folha
Pode ter chegado ao fim o mistério sobre o desaparecimento de Eliseu Gonçalves Figueiredo, 30 anos, que morava no conjunto Horácio Cabral em Rolândia, e que havia sido visto pela última vez no dia 25 de dezembro de 1996. Nesta semana, a família viu, na delegacia de Jaguapitã, fotos de um corpo encontrado sem roupas, em fevereiro de 97, num rio próximo a divisa de Astorga. A foto mostra um corpo inchado e com o rosto encoberto pela água, mas a família acredita ter encontrado o corpo de Eliseu. Dentro de 15 dias será feita exumação e coleta de material para o exame de DNA.
Se for o corpo de Eliseu, as suspeitas da família de que ele havia sido assassinado serão confirmadas. No cadáver foram encontradas perfurações de bala na cabeça. A Polícia de Jaguapitã explicou que, na época, não foi encontrado nenhum documento com a vítima. Sem identificação, foi enterrado como indigente. Eu não tenho dúvidas de que aquele corpo é o do meu irmão. Além de detalhes no pé, no joelho e dentes, as características físicas descritas por agentes de Jaguapitã não nos deixam qualquer dúvida, diz Osana Figueiredo, que passou os últimos dois anos e meio tentando esclarecer o sumiço do irmão.
Para a mãe, Arlinda Custódio Figueiredo, o possível esclarecimento do caso chega com um misto de dor e alívio. Seria como colocar uma pedra nesses anos de busca, mas só Deus sabe a tristeza que sinto sabendo que nunca mais poderei ver o meu filho. Tudo o que nós queremos, é que seja feita justiça. Ninguém pode morrer dessa forma e ficar por isso mesmo, desabafa. Osana não esconde sua revolta com a polícia de Rolândia. Se houvesse empenho esse caso já tinha sido esclarecido há muito tempo, criticou.
Além de bilhetes, a família recebeu telefonemas denunciando supostos assassinos. Houve até indicações do local onde estaria o corpo. Apesar das buscas, nada foi encontrado.





