Foz do Iguaçu - O desempregado J.C., 40, não engravidou a própria filha, uma adolescente de 13 anos de idade, como ela o acusou na polícia. A hipótese dele ser pai-avô do bebê nascido em 2 de fevereiro, em Foz do Iguaçu, foi descartada com o resultado do exame de DNA, divulgado anteontem pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba.
Apesar do laudo descartar a hipótese dele ser o pai da criança, o desempregado continuará preso na Cadeia Pública de Três Lagoas. Sua permanência no ''Cadeião'' foi determinada porque ele é acusado de molestar a menina R.V.C e suas outras três irmãs ''várias vezes'', quando a mulher A.V., 39, não estava em casa. J.C. nega todas as acusações.
A titular da Delegacia da Mulher, Aline Manzatto, afirmou que ''a exclusão de paternidade não exclui o crime de estupro''. Depois de obter o resultado do teste, a garota foi ouvida novamente e confirmou as supostas agressões do pai, porém admitiu ter mantido relações com outro homem, versão diferente da apresentada em fevereiro, quando falava em apenas um agressor.
A delegada preferiu evitar traçar o perfil do novo suspeito, que também teria violentado a menina. Antecipou, apenas, que ainda não existem indícios suficientes para requisitar a prisão preventiva do acusado. O pedido pode ser feito caso a polícia perceba que o homem pode atrapalhar a investigação ou fugir. Novas diligências serão feitas para identificar o pai verdadeiro da criança.

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