Curitiba - Um convênio entre o governo do Estado e a Universidade de São Paulo (USP) vai facilitar a identificação de crianças desaparecidas no Paraná que são encontradas em outros Estados do País. Por meio da parceria a Faculdade de Medicina da USP vai criar um banco de DNA para identificar crianças encontradas que estão sem identificação. O Paraná é o segundo Estado a fazer parte da parceria. O convênio foi assinado ontem em São Paulo pelo secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.
O banco de DNA será montado com as informações genéticas de parentes das crianças desaparecidas. A polícia precisa coletar apenas uma gota de sangue do familiar. O material é encaminhado para a USP onde é processado e armazenado em um banco de dados. E quando a polícia de qualquer Estado encontra uma criança sem identificação, faz o mesmo procedimento e depois os dados são cruzados. O projeto, chamado Caminho de Volta, foi implantado em parceria com a Secretaria de Segurança de São Paulo em setembro do ano passado.
De janeiro a novembro deste ano, o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) registrou 96 casos. Desse total, dois ainda não foram solucionadas.

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