DJ já sofre perda, mas continua ouvindo som alto
Ricardo (Castor) Carvalho, 31 anos, é DJ há quase 11 anos. Em Porto Alegre, onde morava até um ano e meio atrás, chegou a trabalhar de segunda a segunda. Hoje, a jornada está um pouco menor: em quatro dias da semana, ele fica pelo menos três horas debaixo de um som intenso para animar a pista de dança da Konys, em Curitiba. Além disso, reserva mais duas ou três horas por semana para escutar - também em volume alto - o material que recebe. A partir daí é que escolhe o que vai tocar para os frequentadores da danceteria.
Castor diz que está acostumado ao som alto e o ouvido, treinado. O último exame de audição, há quatro anos, acusou perda de 3,5% no ouvido direito e 5%, no esquerdo. Nunca mais fiz exame porque não quero nem saber o resultado, diz. Mas arranja uma saída: Se você falar baixinho, talvez eu não ouça. Mas, em termos de música, eu escuto muita coisa que ninguém percebe.
Outra consequência do trabalho ruidoso é o falar alto. Só na hora de ver televisão é que Castor diminui o volume. Por um bom motivo: a filha de um ano e três meses, que sempre está dormindo. (A.C.)





