'Dizem que mãe sempre sabe'
Curitiba - ''Como se vai respeitar quem a família rejeita?'', questiona Marise Felix, que garantiu o apoio necessário à sua filha homossexual oferecendo amor a ela.
A mãe facilitadora do GPH na Capital tenta passar aos outros integrantes do grupo que o apoio da família é fundamental para o filho ou filha homossexual. ''O pai e a mãe têm que ouvir seu filho, pois ninguém escolhe ser homossexual e nenhum filho vai ser (homossexual) para agredir os pais. O filho é o mesmo filho, não é o que você esperava, mas continua sendo seu filho'', orienta.
Professora e mãe de três filhos, Marise percebeu que a caçula era muito triste na adolescência, mas desconhecia a razão. Há quatro anos, quando a jovem estava com 16 anos, um comentário da irmã mais velha indicou uma possível causa para o desânimo da menina. ''Dizem que mãe sempre sabe, mas eu não sabia'', lembra.
Em uma conversa, Marise explicou à jovem que sua principal preocupação era com o sofrimento da filha e não com sua homossexualidade. Ela conta que não teve problemas em aceitar a orientação sexual da menina, mas quis entender sobre este novo momento. A partir daí começou a estudar o assunto e, participando das reuniões do GPH em São Paulo, articulou reuniões em Curitiba.





