Dixie Toga inicia produção este mês
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domingo, 04 de janeiro de 1998
Lúcio Horta Londrina 
Mário CésarBuzinaçoComboio de 22 caminhões com o equipamento chegou ontem pela manhãUm comboio com 22 caminhões, vindo do Porto de Santos, litoral de São Paulo, trouxe ontem para Londrina a segunda máquina da empresa de embalagens Dixie Toga, que está se instalando na zona norte da Cidade. A máquina, uma impressora flexográfica fabricada na Alemanha, está avaliada em R$ 4,4 milhões e deverá entrar em operação já na primeira quinzena de fevereiro. Técnicos alemães e também da matriz da Dixie Toga estarão, a partir de amanhã, empenhados na montagem do equipamento.
A impressora flexográfica vai ocupar seis metros de altura por 38 de comprimento e é a maior e mais cara de todo complexo industrial da empresa em Londrina, podendo imprimir em até oito cores diferentes. Ela vem somar à outra impressora, que já está instalada e é um pouco menor. Uma terceira unidade, uma laminadora com colunas de rotogravura, deve chegar até a próxima semana.
As três máquinas vão produzir embalagens flexíveis - como embalagens de biscoito, papel higiênico, sorvetes e salgadinhos - e representam a primeira fábrica da Dixie na Cidade. Além dela, a empresa já tem cronograma para instalar uma segunda fábrica, para embalagens sólidas, e estuda ainda uma terceira.
Mário CésarCanziani acompanhou a chegada
Segundo Gilson Lima Costa, engenheiro de projetos da Dixie Toga, a primeira máquina vai atender pequenos e médios pedidos, podendo inclusive incorporar a demanda de Londrina. Já a segunda está projetada para médios e grandes pedidos. Ele não tinha idéia de qual seria a capacidade de produção de todas as unidades, já que isso depende muito do tipo de pedido e da complexidade de cada um.
Costa garantiu que a primeira máquina deve começar a produzir a partir do próximo dia 20. Para isso, aproximadamente 30 funcionários foram treinados em São Paulo e estão em condições de operar o equipamento. O segundo equipamento, que chegou ontem, entra em operação na primeira quinzena de fevereiro.
Essa foi a primeira indústria que anunciamos para Londrina e por isso a chegada do equipamento tem um sentido muito especial para nós, disse o vice-prefeito de Londrina, Alex Canziani, também presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Ele acompanhou a entrada do comboio na Cidade trazendo os equipamentos.
Mas a chegada do comboio foi confusa. A previsão era que os caminhões entrassem no estado pela BR-369, passando por Ourinhos (SP). O roteiro foi alterado, entre outros motivos, porque o asfalto no trecho não está em condições ideais. A opção foi passar por Assis (SP), o que acabou confundindo jornalistas que cobriam a chegada.
Parte dos caminhões entraram na Cidade pelo distrito de Warta, zona norte, se concentrando na avenida Brasília (BR-369), em frente ao Grêmio Literário, zona leste, e de lá partiram novamente para a zona norte, onde fica a fábrica. Passaram antes pela avenida Winston Churchill e Saul Elkind, onde o comboio ensaiou um pequeno buzinaço que atraiu moradores da região.


