Curitiba - O retrato-falado do suspeito de ter matado a tiros o estudante Osíris Del Corso e violentado a namorada dele, no Morro do Boi, em Caiobá (Litoral), foi divulgado ontem pela polícia. O crime ocorreu no final da tarde do dia 31 de janeiro. A descrição, feita pelo perito do Instituto de Criminalística, Jorge Luiz Werzbitzki, está muito próxima da realidade, segundo a jovem, que viu o desenho antes de ser divulgado. ''Ela falou que está 90% parecido com o suspeito'', contou o perito.
Segundo o IC, o suspeito é branco, tem cabelos pretos, calvície em estágio avançado, possui entre 1,75m e 1,85m de altura, e entre 100 e 120 quilos. Ele aparenta ter 30 anos, com rugas de expressão entre os olhos (castanhos escuros), poucas marcas na testa e um certo tom amarelado nos olhos. Ainda de acordo com a polícia, ele tem o sotaque interiorano (sem definir de qual região seria) e uma voz no tom médio.
Todas estas informações do desenho foram confirmadas pela vítima, que também foi baleada e está internada no Hospital Vita. Ela recebeu a polícia na última sexta-feira e na segunda-feira. ''Foi um retrato dos mais difíceis. Na primeira visita, ela não conseguia falar direito'', explicou o perito. Apesar a dificuldade, a vítima, de acordo com a polícia, apresentou uma disposição muito grande em ajudar. Segundo o perito, a cada 100 retratos-falados, cerca de 70 fazem com que a polícia prenda o descrito.
Investigação
Durante a apresentação do retrato-falado, o delegado Luiz Alberto Cartaxo de Moura afirmou que o inquérito já está com 500 páginas. Ele é o coordenador da força-tarefa designada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) para investigar o caso. Segundo o delegado, há uma grande probabilidade do suspeito ser morador de Caiobá. Entre as justificativas está o fato de o criminoso conhecer o Morro do Boi. ''É uma hipótese forte, porém não definitiva. Há três ou quatro pessoas no Litoral com o mesmo perfil físico'', relatou o policial.
Outra informação repassada pelo delegado Cartaxo é que a investigação já ultrapassou os limites de Curitiba e o Litoral. ''Já temos muitas informações. Sei onde ele anda, conhecemos o comportamento dele'', disse Cartaxo, que apesar disso informou não ter ainda a identificação do suspeito.
O delegado confirmou que foi encontrada uma camiseta nos arredores da trilha no Morro do Boi, mas contradisse a própria Sesp, que informou esta semana que a peça teria sido reconhecida pela jovem. ''Não há reconhecimento da camiseta. Ela disse que era parecida'', comentou.

Serviço - Quem tiver informação sobre o suspeito pode ligar para a polícia nos números 190, 181 e 197.

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