A Divisão Metropolitana da Polícia Civil iniciou ontem uma programação de visitas intensivas às delegacias da Região Metropolitana de Curitiba. A intenção é verificar as necessidades pontuais de cada local como viaturas, material humano, infra-estrutura, necessidades básicas. ‘‘São 29 municípios da região metropolitana e que se sentem isolados. Sabemos que as dificuldades são ilimitadas e queremos diminuir os problemas. Principalmente relacionados a superlotação’’, declarou o delegado Carlos Alberto Neves, adjunto da Divisão Metropolitana.
As situações mais sérias, de acordo com ele, são as das delegacias de São José dos Pinhais, Pinhais, Alto Maracanã e Fazenda Rio Grande, onde a criminalidade é alta. ‘‘Quanto maior a criminalidade, maior nossa dificuldade com os presos. Temos que remanejar os mais perigosos, identificar os líderes para evitar motins, rebeliões e fugas’’, observou.
A falta de policiais para o serviço de investigação, segundo Neves, é administrável. ‘‘Pior do que a falta de policiais é a falta de capacitação, de qualidade dos investigadores. Antes, para os policiais, estar na região metropolitana era um castigo. Estamos tentando mudar esta mentalidade’’, afirmou. A maior dificuldade é com os plantões nos fins de semana. ‘‘Aconselhamos que o mínimo de policiais em plantão sejam dois. Mas sabemos que ainda é pouco. Temos depósitos de presos e é muito difícil controlar isto’’, confessou.
O delegado geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, disse ontem que já determinou que os plantões sejam reforçados. ‘‘Estamos tirando os policiais das delegacias que não têm presos e colocando nas que tem.’’(L.P.)

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