Divisão de Narcóticos sai do papel
Luciana Pombo
De Curitiba
O secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, diz que a repressão ao crime organizado principalmente ao narcotráfico é a prioridade para este ano em sua pasta. Anote na sua agenda: na minha gestão esta área não ficará como está. Eu tenho vontade política. Vocês vão ver as coisas acontecerem, declara. Uma das primeiras ações que deverão ser tomadas neste sentido será a criação da Divisão de Narcóticos, que deverá centralizar todas as informações da Delegacia de Antitóxicos e do Grupo Fera.
Promessa é do secretário de Segurança Pública do Paraná, José Tavares, para quem o combate ao crime organizado é prioridade. Vocês vão ver as coisas acontecerem, afirma
A Divisão de Narcóticos terá uma estrutura semelhante à Divisão Metropolitana ou da Capital, com autonomia administrativa e financeira. O Grupo Fera deverá ter a competência aumentada, ganhando mais recursos e investigadores. O Fera será o responsável pela parte de investigação de crimes e prisão de traficantes. A Delegacia de Antitóxicos continuará com a mesma função, também administrativa e de registro de ocorrências. As duas delegacias terão que trabalhar conjuntamente. É hora de colocar as duas delegacias atuando juntas. Se eu não puder fazer isto com grande abrangência no começo, terei um mínimo de estrutura para que o trabalho possa ser feito de forma competente, declara.
A proposta da Divisão de Narcóticos vinha sendo defendida há um ano pelo delegado Adauto de Oliveira, titular do Grupo Fera. Acho que uma Divisão vai nos ajudar na centralização das informações, mas ainda seria necessária uma fiscalização das delegacias pelo próprio Ministério Público, argumenta. O delegado Alcimar Garret, titular da Antitóxicos, acredita que a criação da Divisão é indispensável. Com aumento do efetivo e recursos materiais, poderemos dar respostas mais eficientes no combate ao narcotráfico, afirma.
Garret diz que falta troca de informações e centralização de dados para que as investigações possam ser aprofundadas. Temos que ter os dados centralizados, mapeando os problemas de drogas no Paraná, alega. Somente assim teremos um trabalho policial repressivo, eficiente e preventivo. O delegado propõe ainda a criação de um órgão nacional para a centralização de dados sobre o narcotráfico. Acho que a solução dos problemas pode começar no Paraná, mas não poderá ficar restrito ao nosso Estado. Este é um problema nacional, destaca.





