Em tempos nos quais o divórcio não tem mais o peso que tinha há alguns anos, o papel de pais no seio da família pode ser considerado mais elástico. ''Numa situação de pais separados, o ideal é que a educação dos filhos não seja delegada a um só dos cônjuges. Dividir deveres, cuidados e momentos de lazer é um fator importante para o desenvolvimento saudável das crianças'', avisa Eduardo Shinyashiki, consultor, especialista em desenvolvimento humano nos Estados Unidos e na Índia, e autor da obra ''Viva Como Você quer Viver''.
Segundo Shinyashiki, no caso de pais separados, o fundamental não é só quem faz o que e quando, mas que o pai e a mãe evitem enviar mensagens díspares para a criança, que exponham contrastes de valores ou tenham atitudes que criem conflito, angústia e confusão na cabeça dos filhos. ''É importante que a comunicação e as atitudes do pai e da mãe se completem mutuamente, no princípio do amor, do respeito e do dever de criar um filho.''
Para ele, há um mito de que muitos homens pensam que a relação com o filho deve ser mais distante do que com a mãe. ''Quanto mais os filhos se sintam em conexão com o pai, mais confiam na vida, em si mesmos e nos outros'', conclui. (A.E.)

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