Dívidas relacionadas a carros geram tragédias
A morte do aposentado Sebastião Casciano é a segunda ocorrência envolvendo dívidas relacionadas a veículos, nesta semana, que termina em tragédia. Na segunda-feira, o representante comercial R.G.A., 38 anos, ateou fogo no próprio veículo, um Celta ano 2003, por estar sendo pressionado pela financiadora a devolver o carro por falta de pagamento das parcelas.
Em 2003, ele fez um empréstimo de R$ 22 mil e adquiriu o Celta 0 quilômetro. Ele teria dado R$ 3 mil de entrada e parcelado o restante em 36 prestações de R$ 891,00, mas não conseguiu saldar a dívida, segundo ele acumulada em R$ 30 mil.
No dia 12 de abril, o banco conseguiu um mandado de busca e apreensão do veículo. Na última sexta-feira, o vendedor foi citado e teria o prazo de cinco dias para devolver o bem. Sem ter condições de saldar o compromisso, ele teria procurado a financeira numa última tentativa de reaver os R$ 3 mil que tinha dado de entrada. Não conseguiu. Numa atitude drástica, decidiu atear fogo no veículo. ''Se não pode ser meu, não será de mais ninguém'', afirmou. (C.A.)





