Dívidas do Proem leva homem ao sanatório
Giovani Ferreira
De Curitiba
O empresário Paulo José de Souza, que acorrentou-se ontem em frente ao prédio da Secretaria de Estado da Educação, foi retirado a força do local e levado pela Polícia Militar ao Centro Psiquiátrico Metropolitano. Sócio da Sutec Engenharia e Construtora, Paulo estava protestando contra a falta de pagamento de obras referentes ao Programa de Expansão, Melhoria e Inovação no Ensino Médio (Proem). Segundo Jonas Vieira, sócio de Paulo, o governo deve à firma deles em torno de R$ 150 mil.
O protesto de Paulo começou na tarde de anteontem, quando a secretária de Educação, Alcyone Saliba, anunciava um balanço das matrículas na rede pública para o ano 2000. Nessa data, segundo Jonas Vieira, a polícia já havia tentado acabar com o protesto de Paulo a pedido da secretária. Porém, como a manofestação era pacífica, os policiais não puderam fazer nada. Na manhã de ontem, quando Paulo retomou o protesto, a Polícia Militar chegou e o levou para exames no Hospital Psiquiátrico.
De acordo com Jonas, seu sócio foi retirado do protesto e levado para o hospital por determinação da secretária de Educação, sob a alegação de insanidade mental. A assessoria da secretaria disse que apenas solicitou reforço policial. A condução de Paulo para o hospital teria sido por conta dos policiais. No hospital Paulo foi submetido a uma conversa com o médico de plantão e liberado logo em seguida.
Jonas disse que para o início do próximo ano está sendo organizado um megaprotesto contra o governo. A manifestação vai contar com empresas de diversos segmentos, que são credoras do governo.
Em comunicado distribuido à imprensa, a Secretaria de Educação informou que a Sutec terá seus contratos rescindidos com o governo estadual. Alcyone Saliba justifica a decisão alegando que a empresa não cumpriu o contrato, nem em prazo nem em qualidade. Ela Saliba afirmou que o governo não tem nenhuma pendência com pagamentos do Proem. Disse, que desde o início do ano o governo já repassou R$ 28 milhões para pagamentos de obras do programa.





