O presidente da Cohab, Carlos Eduardo de Afonseca e Silva, diz que o Conselho de Administração cancelou no ano passado a lista herdada da administração anterior por causa da falta de informações. ''Tentamos retomar a lista antiga, mas os endereços e telefones estavam defasados e outros já tinham comprado casas'', explicou.
Por causa de uma dívida de R$ 331 milhões com a Caixa Econômica Federal, a Cohab de Londrina ficou 12 anos sem construir uma casa com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Afonseca concorda que esta inoperância pode ter contribuído com a crise de credibilidade da companhia. ''Formou-se uma cultura de acreditar que a casa não ia sair'', disse. As últimas unidades entregues na cidade foram nos conjuntos Jamile Dequech e Hilda Mandarino.
Hoje, a Cohab tem 1.173 unidades habitacionais em execução: 909 do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) e 264 do Programa de Subsídio Habitacional (PSH). Das casas do PSH, seis foram entregues no ano passado, 115 ficarão prontas em outubro ou novembro e 143 em fevereiro de 2004. Das casas do PAR, 127 estão com entrega prevista para outubro. Na segunda-feira passada, foi assinado convênio para construção de mais 80 residências do PAR.
A fila do PSH tem por enquanto 540 inscritos. A do PAR, no entanto, teve suas últimas unidades destinadas para entrega. As inscrições para os dois programas estão abertas na sede da Cohab, na Rua Alagoas, 1.080. Já os projetos em andamento têm 594 casas do PAR e 1.360 do PSH. Segundo Afonseca, com os projetos em andamento, o déficit habitacional da cidade deve chegar a 10 mil casas.
Para comprovar a renda e participar dos programas, o interessado deve apresentar holerite, Carteira de Trabalho ou Declaração de Imposto de Renda. O trabalhador autônomo pode apresentar uma declação de rendimentos, que deve passar por análise da Caixa Econômica, através de entrevista e pesquisa de mercado.

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