No Colégio Estadual Unidade Pólo, Ibiporã (14 quilômetros a leste de Londrina), 13 microcomputadores aguardam, dentro das caixas, pela instalação. Os alunos, por sua vez, estão desde o início do ano letivo fazendo aulas de informática apenas na teoria. ‘‘Nós tivemos que desocupar uma sala para abrigar o equipamento (a promessa inicial de construir uma sala específica não foi cumprida pelo Estado), o que resultou na diminuição de vagas na escola, e até agora os alunos não puderam usufruir de tudo isto’’, explica a diretora- auxiliar Deise Aparecida dos Santos Iria, enquanto mostra as caixas lacradas contendo as máquinas. Depois de inúmeros telefonemas à Microtec, empresa fabricante dos microcomputadores, a escola ficou sabendo que o problema seria a falta de pagamento por parte do Estado.
O supervisor de negócios da Microtec, Everson Cardoso, confirma que a demora foi causada pelo não-faturamento da dívida, mas informa que o débito foi quitado há aproximadamente três semanas e os equipamentos de informática adquiridos para as mais de 40 escolas de Londrina e região já estão, em sua maioria, instalados. ‘‘Pretendemos fazer a instalação de todos até o dia 28’’, avisa.
A Escola Estadual Teotônio Vilela, também em Ibiporã, enfrenta um sério problema. A construtora que executou reformas nas dependências da escola, no ano passado, ameaça processar a direção. Segundo a diretora Eleuza Maria Alício Semprebom, foram pagas apenas três das cinco parcelas referentes à verba total de R$ 25 mil. Estas três parcelas totalizam R$ 12.450,00, a metade dos recursos, que deveriam ter sido quitados até 30 de dezembro e ainda não foram repassados pelo Estado.
‘‘Na última conversa que mantive com a Secretaria de Educação, me informaram que a liberação da verba está sendo negociada pela secretária Alcyone Saliba, e prometem uma posição até o final do mês. Só que nós estamos ouvindo isto desde o início do ano’’, afirma a diretora.
Segundo ela, a construtora MJ Empreendimentos, de Londrina, está ameaçando acionar judicialmente o presidente da APM, Celso Ivanchenzcem, e a própria direção da escola.
Isabel Alves de Souza, supervisora da escola e secretária-geral da AAP/Núcleo Londrina, acredita que a contratação deste tipo de serviço deveria ser feita pelo próprio Estado. Com isso, além de não estarem sujeitas a situação semelhante à enfrentada na Teotônio Vilela, as diretorias teriam condições de dedicar mais tempo às questões pedagógicas.
Outro problema que está à espera de resolução na escola é a construção de uma quadra para a prática de educação física. ‘‘Estamos com o projeto aprovado e os convênios firmados, mas até agora a verba de 15 mil não foi liberada’’, diz Eleuza Semprebom, lembrando que as aulas vêm sendo feitas na rua ao lado da escola ou no espaço em frente ao ginásio de esportes, localizado próximo à instituição. Recentemente a Prefeitura cedeu a rua para a escola, que ergueu muros de proteção.
Alguns serviços de manutenção têm sido realizados na escola graças às contribuições feitas por alunos, que também ajudam com promoções. ‘‘O Fundo Rotativo, verba destinada à manutenção, estava atrasado desde outubro e foi pago recentemente, mas como as contas estavam acumuladas, tivemos primeiro que quitar as dívidas. Ficamos sem dinheiro até para trocar as lâmpadas queimadas’’, revela a diretora, que se desdobra para administrar as dificuldades.Josoé de CarvalhoSem usoA diretora-auxiliar Deise Aparecida dos Santos Iria, da Unidade Pólo em Ibiporã, mostra as caixas dos computadores: ‘‘Estado não pagou equipamentos e alunos fazem apenas aulas teóricas; na Escola Teotônio Vilela, diretora pode ser processadaSilvana Leão

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