Dívida foi motivo de assassinato
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de julho de 1997
Paulo Ubiratan Londrina 
O empresário Dorival Augusto prestou depoimento, na manhã de sexta-feira, ao delegado do 5º Distrito Policial, Edson Casagrande, sobre os motivos de ter matado seu ex-sócio Alexandre Elias Castilho. O crime ocorreu na madrugada do dia 29 de junho no posto Warlon, localizado na PR-373, quilômetro 401, distrito da Warta (zona Norte), em Londrina, e foi presenciado por testemunhas.
Em seu depoimento, Augusto disse que vinha se desentendendo com Alexandre há mais de um mês e que os motivos seriam o fim da sociedade em uma serralheria e uma dívida de R$ 300,00. O empresário afirmou que havia pedido o dinheiro a Castilho e que, uma semana depois, a vítima o teria convidado refazer a sociedade. Ao recusar o convite, teriam começado as desavenças.
No dia do crime, o acusado disse que a vítima teria ido buscar, no posto onde Augusto tem uma lanchonete, um aparelho de rádio amador (PX) que estava em seu poder e que teria sido comprado em parceria com Castilho. Segundo Augusto, Castilho também queria pegar um revólver calibre 38, que teria emprestado para o vigia do posto. Após colocar os objetos em seu carro, uma Pampa, Alexandre teria voltado e esmurrado o ex-sócio que revidou com dois tiros. Segundo ele, só fez isto porque a vítima estaria armada e ameaçando matá-lo. Após prestar depoimento, Dorival Augusto ficou em liberdade, já que não foi autuado em flagrante.
Facada Por volta das 23 horas de sábado, o pintor de paredes Wilson de Souza Neves foi morto com uma facada no tórax. O crime aconteceu no interior da casa na rua Framboesa, 273, no Jardim Marabá (zona oeste). Até ontem a polícia não sabia o motivo do crime e suspeita de Hideu Paulo Werneck. A vítima morreu no Hospital Universitário.


