A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem, em primeira discussão, o substitutivo da Comissão de Finanças e Orçamento que determina o pagamento da dívida de R$ 9 milhões do município com o Fundo Municipal de Reequipamento do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar (Funrebom) em 240 parcelas mensais, ou seja, em 20 anos. Elas só começarão a ser pagas em 18 meses, período que vai coincidir com o final da atual administração municipal. A sessão de ontem foi a primeira em caráter extraordinário. A segunda votação desse projeto, de número 364/2002, de iniciativa do Executivo, deverá acontecer ainda esta semana.
O projeto original pedia a extinção da dívida de R$ 9 milhões da prefeitura com o Fundo. A dívida vinha sendo contraída desde 1994, ano da implantação do Fundo, devido ao repasse não-integral do dinheiro arrecadado pela Taxa de Vistoria e de Combate de Incêndio, prevista na legislação tributária municipal.
A líder do prefeito Nedson Micheleti (PT) na Câmara, a vereadora Márcia Lopes (PT), disse que a decisão do Legislativo não foi o ideal, mas que o governo atual está disposto a cumprir com as determinações devidas.
''Mas é importante ressaltar que essa dívida não foi contraída pela governo atual, e não seria justo gastar todo esse dinheiro, de uma vez só, para pagá-la. Isso representaria prejuízo em diversos setores, já que teria que mexer no orçamento geral do município'', defendeu a vereadora.
Márcia também criticou a falta de ação da direção do Funrebom. ''Estranho que eles não tenham entrando com uma ação exigindo o pagamento do recurso desde quando ele começou a ser pago irregularmente'', destacou.
A Folha tentou entrar em contato, no final da tarde, com o comandante Ariovaldo de Gouveia Sobrinho, do Corpo de Bombeiros, mas ele não retornou a ligação antes do fechamento da edição.

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