Dívida atrasará obras em pelo menos 6 meses
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quarta-feira, 16 de julho de 1997
Valmir Denardin Foz do Iguaçu 
A duplicação de um trecho de 22,6 quilômetros da BR-277, que liga Foz do Iguaçu e o Paraguai às principais cidades brasileiras, sofrerá um atraso de pelo menos seis meses. A previsão foi feita ontem pelo engenheiro chefe do escritório do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) em Foz do Iguaçu, Vicente Veríssimo Júnior.
O motivo do atraso é uma dívida de R$ 4 milhões do órgão com a Construtora Ivaí, empreiteira responsável pelas obras. Em decorrência dessa dívida, em abril a construtora reduziu drasticamente o ritmo dos trabalhos na rodovia. Cento e setenta dos 200 operários que trabalhavam na obra foram demitidos.
Segundo Veríssimo, a dívida com a empreiteira começou em dezembro devido a atrasos no repasse de verbas do Orçamento da União ao DNER. Dos R$ 10 milhões necessários para a obra este ano, apenas metade desse valor - R$ 5,1 milhões - deverá ser repassada. O custo total da duplicação é de R$ 17,3 milhões.
Iniciada em 1993 e depois suspensa, a duplicação do trecho da rodovia entre Foz do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu foi retomada em janeiro do ano passado, com previsão de entrega em fevereiro de 98. Mais de um ano e meio após o reinício das obras, apenas um trecho de 8,5 quilômetros - do total de 22,6 quilômetros - estão concluídos.
Veríssimo previu ontem que a entrega da obra deverá ocorrer somente no segundo semeste de 98. O engenheiro disse também que o DNER pretende pagar a dívida com a empreiteira até agosto, para que o trabalho seja retomado em ritmo normal.
A BR-277 é a única ligação rodoviária de Foz do Iguaçu com as demais regiões do País. Por ela passam os cerca de 1,5 milhão de sacoleiros que anualmente fazem compras em Ciudad del Este, no Paraguai. No trecho que será duplicado, o movimento diário é de 6.500 veículos, segundo a Polícia Rodoviária Federal.


