Da Sucursal
O Procon registra 15 queixas contra a empresa Divicom, envolvida no golpe da venda programada de produtos eletrodomésticos e eletrônicos. Esse número inclui 12 consorciados da Região Metropolitana de Curitiba e três de Blumenau (SC). O prejuízo dos clientes chega a R$ 400 mil, conforme estimativa da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) de Curitiba.
A chefe do núcleo de informática do Procon, Maria Isabel Castro Silva, diz que a lista vai ser encaminhada hoje ao delegado Gérson Machado, que investiga o caso. Um ‘vírus’ no computador central do órgão impediu que os dados completos fossem enviados à DFR ainda ontem, como havia sido previsto. O órgão não revelou nomes e endereços dos denunciantes por falta de autorização.
A lista do Procon deve crescer com a reclamação do vigilante Valdemir Biacatto, de Araucária. Ele pagou dez parcelas - de um total de 18 - referentes à compra de uma máquina de lavar roupas. ‘‘Fui segunda-feira lá na Divicom para pegar a lavadora, mas encontrei a loja fechada’’, conta. ‘‘Conheço muitas pessoas que caíram nesse golpe na minha cidade’’, diz. Os produtos deveriam ser entregues depois que os consorcoados pagasses metade das prestações.
O responsável pela Divicom, Wilmar Mileski, está foragido desde o último final de semana, quando fugiu com todos os produtos em estoque e sem dar explicação aos clientes. O delegado Machado vai pedir a prisão preventiva dele, acusado por formação de quadrilha e estelionato. Esses crimes têm penas de um a cinco anos de detenção.
De acordo com o delegado, as mercadorias deveriam ter sido entregues aos consorciados depois que a maioria das prestações estivesse paga. Alguns deles quitaram todas as parcelas e nada receberam. ‘‘A Divicom dizia que fornecedores como a Sharp e a Electrolux não tinham os produtos em estoque’’, revela Machado. A empresa ainda trocou de endereço duas vezes em curto espaço de tempo.
O golpe só foi tornado público depois que Mileski comprou televisores e geladeiras na Multiloja, em Curitiba. A conta, de pouco mais de R$ 5,6 mil, foi paga com cheques sem fundo do Banestado. A loja tentou penhorar os bens da Divicom para garantir o pagamento da dívida. O oficial de Justiça Jaime Lopes até relacionou os produtos a serem recolhidos. Porém, Mileski despareceu com os aparelhos antes da remoção.

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