As reservas Faxinal e Lote do Vitorino, em Cândido Abreu (191 km ao sul de Apucarana), também têm as suas deficiências, mas a organização e diversificação de culturas até podem servir de modelo para outras comunidades indígenas.
Pelo menos 50% dos 850 alqueires das reservas são utilizados na pecuária, culturas de mandioca - para fecularias - trigo, milho, feijão e arroz, além do bicho-da-seda. Parte das lavouras é mecanizada e as faixas menores são aproveitadas em culturas de subsistência.
Segundo Dário Moura, chefe do posto da Funai no município, toda área das reservas é demarcada e seus limites rigorosamente respeitados. ‘‘Aqui nunca tivemos problemas com sem-terra ou posseiros’’, revela.
OrtigueiraOutras reservas que têm situação tranquila são a Mococa e Queimadas, no município de Ortigueira (113 km ao sul de Apucarana).
Lá, os cerca de 500 caingangue ocupam uma área de quase 4 mil hectares e sua principal atividade é a cultura de milho. Outras culturas, como a da mandioca, servem apenas para consumo próprio.
De acordo com o futuro cacique Ernesto Francisco - que assume o cargo no próximo mês -, mais famílias de caingangue irão integrar a reserva Queimadas. ‘‘São cerca de 100 pessoas que estão vindo de outras regiões do Estado’’, informou. Segundo ele, nunca houve problemas com posseiros ou sem-terra’’.

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