"Estou atendendo a comunidade há dez meses e a turma só aumenta", conta a professora de ioga Maria Tereza Balarotti
"Estou atendendo a comunidade há dez meses e a turma só aumenta", conta a professora de ioga Maria Tereza Balarotti | Foto: Fotos: Ricardo Chicarelli


A dona de casa Edna da Silva Mafra, 44, mora no Jardim União da Vitória (zona sul de Londrina) e chegou à Casa de Apoio das freiras da Congregação Salesianas Missionárias de Maria Imaculada sem conseguir levantar a perna. "Sofri um acidente há muitos anos e sempre senti muito incômodo", conta ela, que se submeteu a uma sessão da acupuntura coreana Sujok e já estava se sentindo bem melhor. "Melhorou 70%", garante a moradora, que estranhou as sementes presas ao corpo mas já reconhece os benefícios à mobilidade.

Além da terapia, ela levou a filha Sara, 12, para fazer aulas de violão e pretende frequentar outras atividades como bordado, crochê e pintura, oferecidas na Casa de Apoio Madre Maria Goertrudes. "Fico contente que ela esteja tendo tantas ocupações", conta.

A pedreira Marilza Teixeira Lopes, 45, buscou a irmã Pushpa Mary um dia antes de se submeter ao exame para tirar carteira de motorista. "Já é a quinta vez que tento. Mas chega na hora, fico nervosa e reprovo", lamenta. Com a ajuda do Sujok, ela está confiante que conseguirá manter o equilíbrio e finalmente conseguir a licença. "A irmã me ensinou a controlar a respiração e aplicou algumas sementes para me manter mais calma. Estou confiante que desta vez vou passar", garante.

A pedreira estava há um ano na fila do SUS para conseguir acompanhamento psicológico para os filhos. Graças à casa de apoio, os dois agora estão em terapia com psicóloga voluntária e já melhoram muito em relação à ansiedade e comportamentos compulsivos. "É uma benção termos as irmãs aqui na comunidade, elas são muito dedicadas", agradece.

VOLUNTARIADO
A professora de ioga Maria Tereza Cavalcanti Packer Balarotti dá aulas da modalidade voluntariamente na Casa. "Eu comecei vindo a cada 15 dias, mas aumentei a frequência para aulas semanais porque os benefícios são maiores. Estou atendendo a comunidade há dez meses e a turma só aumenta", comemora.

Ela ouve dos alunos muitos relatos de redução de dor e maior autocontrole. "Também trabalhamos bastante a importância de saber ficar em silêncio, o que muita gente não sabia. Para mim é uma satisfação muito grande, porque os alunos dizem que vão embora renovados", revela. Para a voluntária, o trabalho é um grande aprendizado, tanto no contato com as irmãs como com a população do bairro. "O próximo passo é aprender Sujok", planeja.

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