Feliz da criança que não precisa de videogames e jogos de computadores para consumir seu precioso tempo. Que descobre um cantinho da cidade para ser seu e de seus amigos. Que tem uma árvore para se lembrar com carinho em uma noite insone da maturidade. Para estes meninos de Londrina, que se divertiram numa tarde qualquer próximo ao Hospital Universitário, a vida não precisa de muitos artifícios para ter aquela leveza que um dia começamos a perder e que nunca mais recuperamos. Um brinquedo vivo e bons companheiros: a receita infantil para se fabricar felicidade, que dura pouco e logo recomeça, em outra brincadeira qualquer. (Lúcio Flávio Moura, de Londrina)

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