Imagem ilustrativa da imagem DIVERSÃO E HUMANIZAÇÃO - Vinte anos de consultas bem-humoradas
| Foto: Gina Mardones
Equipe é formada por seis atores, que se revezam nas consultas semanais em hospitais
Imagem ilustrativa da imagem DIVERSÃO E HUMANIZAÇÃO - Vinte anos de consultas bem-humoradas
| Foto: Saulo Ohara
O 1º Torneio de Calma Bets, realizado no aterro, faz parte da comemoração de aniversário do projeto



Um torneio diferente movimentou o aterro do Lago Igapó 2 (área central de Londrina) na tarde de domingo (14). Jogadores com sapatos pontudos, perucas coloridas, nariz vermelho e muita animação disputaram o 1º Torneio de Calma Bets do Plantão Sorriso. A atividade fez parte da comemoração dos 20 anos do projeto, que leva diversão às crianças internadas em sete hospitais de Londrina e Ibiporã.
As amigas Laura Gontijo Lobo e Mariana Boralto Lapolli, ambas de 10 anos, foram umas das primeiras a chegarem para o torneio e se divertiram com as palhaçadas dos "médicos" que trocaram o estetoscópio de mentirinha pelos tacos. "É divertido jogar com eles. Fazem graça no meio do jogo", disse Mariana.
O projeto, que iniciou inspirado no Doutores da Alegria de São Paulo, é motivo de orgulho para a pedagoga Rossana Gontijo Lobo. "Acompanho o trabalho deles pelas redes sociais e é maravilhoso. Quem passa pela situação de acompanhar uma pessoa com câncer sabe como é bom ter alguém que te traga alegria", comentou.
Os "médicos" do Plantão Sorriso fazem consultas semanais às crianças internadas nos hospitais Universitário, Zonas Norte e Sul, Evangélico, Infantil, do Câncer e Cristo Rei, de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina). A equipe é formada por seis atores profissionais, que se revezam em duplas para "atender" os pacientes.
Assim como os médicos têm um caminho entre a faculdade e o consultório, os doutores do projeto também precisam passar por um treinamento. "Ele participa dos nossos encontros semanais, acompanha sem caracterização as visitas aos hospitais para observar, depois vai fazer as visitas com uma dupla. Neste período, ele vai desenvolvendo o seu personagem e especialização. Todo esse processo pode levar de três a seis meses, porque não é todo o palhaço que consegue ficar no hospital, um ambiente fragilizado", explicou Gerson Bernardes, ou Dr. Lambreta Mo, coordenador do projeto e trava-língua-laringologista.
Dr. Lambreta Mo está no elenco há sete anos e neste tempo aprendeu a lidar com as perdas, a criar uma interação maior com os pacientes de longos períodos de internação e, principalmente, a não ficar calejado. "Você vê muita coisa e, por defesa, começa achar que é tudo natural. Mas não podemos deixar isso nos afetar. Temos que saber lidar com as situações", afirmou.
A dengologista Adelaide, ou melhor, a atriz Juliana Galante é a caçula do elenco. Entrou no grupo há dois anos. Apesar de já trabalhar como palhaça, ela nunca tinha ido ao hospital. "No começo foi difícil. É um ambiente diferente. Você fica com receio de fazer ou dizer algo errado. Mas quando esse receio passa é empolgante. Você nunca sabe o que vai acontecer no quarto ao lado", disse Juliana.
A experiência no Plantão Sorriso já rendeu ensinamentos importante para a atriz. "Você aprende a ter cuidado com os outros, saber a hora de recuar quando a criança não quer interagir e respeito." (Leia mais na pág.2)

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