O Comando Unificado de Mobilização de alunos, funcionários e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) realiza hoje, às 14h30, assembléia no Centro de Educação Física para decidir os rumos do movimento.
No dia 7 deste mês, após assembléia tumultuada, as categorias suspendaram a paralisação de 26 dias e decidiram permanecer em estado de greve. A mesma assembléia acentuou divergências entre os sindicatos envolvidos na mobilização conjunta, que envolve professores, funcionários da área da saúde, alunos e servidores da universidade.
A assembléia de hoje vai discutir, entre outros assuntos, as anotações feitas pela administração da UEL nos pontos dos grevistas; pendências nas negociações; não convocação de reuniões dos Conselhos Universitário e de Administração; ações judiciais movidas contra os grevistas e detenção de professor e aluno da UEL durante panfletagem realizada nos dias do vestibular de inverno.
O presidente do Sindicato dos Professores de Londrina (Sindiprol) Cesar Caggiano Santos, disse que o posicionamento a ser defendido hoje é de continuar a mobilização.
‘‘Estamos num ponto crucial da discussão da autonomia e reforma universitárias. É primordial que continuemos em estado de greve’’, afirmou.
Santos não descartou a possibilidade de surgir durante a assembléia discussões em torno do retorno da paralisação das atividades. Mas o presidente do Sindicato dos Professores antecipou que a entidade ‘‘entende que este não seja o melhor momento para a retomada da greve’’.
Ele esclareceu que uma assembléia realizada à parte pelos professores decidiu que se a assembléia unificada votar pelo retorno da paralisação, os professores reúnem-se novamente para decidir se referendam ou não a decisão tirada em conjunto.
Já o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sinsaúde), que representa os funcionários do Hospital Universitário (HU) e Hospital de Clínicas (HC), não deverá participar da assembléia de hoje.
Ontem à tarde a presidente do sindicato Ana Maria da Cruz, informou que até aquele momento não havia recebido nenhuma convocação para a assembléia. ‘‘Ontem encaminhamos um documento para o comando de greve questionando o fato de não termos sido convocados para nenhuma reunião do comando realizada após o final da greve’’, disse.
Ana Cruz afirmou que, para o Sinsaúde, o movimento de greve terminou. ‘‘Não estamos em estado de greve.’’ Ela acrescentou, porém, que isto não exclui a continuidade das negociações da pauta de reivindicações com a administração da universidade.

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