A superlotação do sistema carcerário de Londrina está numa situação limite. Quase todas as carceragens estão com presos acima da capacidade. No 2º Distrito Policial (2º DP), onde a capacide é de 74 presos, existiam 118. No 4º DP, ao invés dos 48 detentos recomentados, tinham 69. Na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) a capacidade é de 504 presos mas convivem 527 pessoas. A Casa de Custódia está com 320 presos que é a capacidade total do local.
Um investigador do 4º DP, que preferiu não se identificar, reclamou que a situação está quase saindo do controle entre os presos e que a qualquer momento pode ''estourar'' uma fuga ou rebelião. ''Os mais coitados acabam apanhando dos outros presos'', revelou. O investigador contou que alguns presos que estavam na Delegacia da Warta foram transferidos para o 2º Distrito Policial. Outros que estavam nesse distrito foram remanejados para o 4º DP, piorando ainda mais a situação.
O diretor da CCL, major Edison Marcos Tomaz, afirmou que recebeu alguns presos dos DPs depois que oito foram transferidos para a PEL por já terem condenação. A expectativa, segundo ele, é que outros 10 detentos sejam levados para a Colônia Penal Agrícola, em Piraquara (região metropolitana de Curitiba). Esses presos, na progressão da pena, cumprirão o restante da sentença em regime semi-aberto.
Também na PEL, o vice-diretor Jorge Roberto Igarashi, disse que 10 internos irão para Curitiba mas, por medidas de segurança, não informou quando deverão ser transferidos. Outros internos esperam apenas surgirem novas vagas para que também possam ir para Curitiba. Igarashi afirmou ainda que nas últimas semanas recebeu oito presos da CCL.
O Juiz da Vara de Execuções Penais de Londrina, Roberto do Valle, afirmou que está tentando transferir presos para a Colônia Penal Agrícola em Curitiba há mais de 15 dias. Porém lá também existe o problema da superlotação. A capacidade, segundo o juiz, é de 810 presos mas a colônia estaria com mais de 920. Roberto do Valle disse que nos próximos dias devem ser transferidos 20 presos para a unidade agrícola da capital.
Outros 30 presos que estão em regime fechado e mais 25 do regime semi-aberto aguardam a transferência. Roberto do Valle declarou que já autorizou a remoção dos presos e que agora cabe à Vara de Execuções Penais de Curitiba autorizar a implantação desses presos na Colônia. Ainda segundo Valle, não há outro lugar para onde esses detentos possam ser encaminhados.

mockup