O delegado-chefe da Divisão Policial do Interior, Clóvis Galvão, afirmou ontem que é possível atender a solicitação de reforço policial em Londrina. Segundo Galvão, será feito um estudo para remanejar policiais de outras regiões para Londrina. ''Vamos conversar com o delegado (Pedro de Jesus Colaço) e, se essa for a solução, vamos atendê-lo'', afirmou.
Galvão ainda ressaltou que o fechamento de bares e boates clandestinos, combinado com a atuação da Força-tarefa, é uma boa medida para reduzir a criminalidade e, consequentemente, o número de homicídios na cidade. Amanhã, Galvão e o secretário de Segurança Pública, José Tavares, se reúnem, em Londrina, com os comandos das polícias Civil e Militar para uma avaliação do primeiro mês de trabalho do Grupo Especial de Combate ao Narcotráfico (Força-tarefa).
A necessidade de reforço de mais dois investigadores para cada um dos distritos policiais foi constatada, anteontem, durante reunião entre os delegados da cidade. Na reunião foram discutidas as mortes violentas que estão assustando a população e as medidas a serem tomadas para que o número de homicídios pare de crescer. Para Colaço, delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial (SDP), o reforço de policiais poderia melhorar a qualidade da apuração das investigações e levar a elucidação mais rápida dos crimes. Hoje, cada distrito, segundo Colaço, tem quatro investigadores. Londrina já registrou, desde o início do ano, 92 homicídios.
Amanhã, Tavares entrega duas viaturas blindadas e equipamentos para a Polícia Militar, além de assinar a ordem de serviço para o início das obras na nova sede do Instituto Médico Legal (IML). Até o início da tarde de ontem, Rafael de Oliveira, de 20 anos, que foi baleado na nuca durante um assalto à boate The Bar, no Parque das Indústrias (zona sul), continuava no Hospital Evangélico, onde foi constatada morte cerebral. O assalto aconteceu na madrugada de quinta-feira.

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