Distritos policiais foram vistoriados
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segunda-feira, 23 de julho de 2001
Lúcio Flávio MouraDe Londrina 
Cento e sessenta presos passaram por uma rigorosa revista nos dois últimos dias em dois distritos policiais de Londrina. Foram encontradas duas brocas e vários pedaços de serra nas celas. A medida visa coibir outros casos de fuga coletiva. A polícia teme que outros distritos, também superlotados, sofram com o mesmo problema. O motivo seria a fase final da obra da Cadeia Pública da cidade, mais segura. O presídio passaria a abrigar em breve os presos de todos os distritos, que não terão mais carceragem.
Na madrugada de domingo, sete presos fugiram do 3º Distrito Policial, no Jardim Bandeirantes (zona oeste). Até agora nenhum deles foi recapturado. No grupo estão dois indiciados por furto; outro, pelo mesmo crime, já condenado; três por roubo; e outro por tentativa de homicídio. Eles cavaram um túnel de três metros de extensão e 40 centímetros de diâmetro e ganharam a área externa. Segundo o delegado Marcelo Sakuma, os investigadores do distritos estão visitando casas de familiares dos foragidos em busca de pistas.
No 4º DP, na zona sul, os detentos munidos de uma broca e de pedaços de serra se preparavam para começar a escavação, mas desistiram com a chegada do pelotão de choque. Na cela em que a fuga foi tramada estão 12 presos.
A maioria dos delegados reclamam da superlotação, que prejudica o controle de visitas e da falta de pessoal para realizar a função de vigia. Embora abriguem 160 presos, as celas do 3º e 4º distritos tem vaga para apenas 56 homens.
Em Joaquim Távora (53 km ao sul de Jacarezinho), os cinco presos que fugiram na madrugada de domingo também não foram recapturados. Para escapar, eles serraram grades e aproveitaram o deficiente sistema de segurança, que é uma realidade na maioria das pequenas cidades do Estado.


