Distritos passam a ter guarda externa da PM
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segunda-feira, 06 de junho de 2005
Jaime Kaster<br> Reportagem Local 
Desde a semana passada a Polícia Militar está fazendo a guarda externa dos três distritos policias que têm carceragens masculinas em Londrina. O objetivo é reforçar a segurança e evitar fugas. A medida foi tomada em cumprimento a uma requisição feita pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Londrina, Roberto do Valle, ao secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari. O secretário acatou e repassou a ordem ao novo comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, major Marcos de Castro Palma, que determinou que cada distrito passasse a ter a vigilância de dois PMs 24 horas por dia.
Com isso, 25 a 30 policiais que faziam a ronda ostensiva na cidade ficarão destacados para esta função, segundo o major Altivir Cieslak. ''Essa não é uma função da PM. Nossa tarefa é cuidar apenas das unidades penais, que têm guaritas e uma estrutura física que possibilita a guarda. Mas faremos em cumprimento à determinação'', disse Cieslak.
A guarda externa tirou policias das ruas, mas foi comemorada pelos delegados dos distritos. ''Sempre reclamei da falta de cooperação dos militares nos distritos. A Polícia Civil também não tem a função de cuidar de carceragem, mas sempre fez o trabalho. Agora, com a ajuda dos PMs nossa segurança aqui na unidade ficou triplicada. Antes eu só tinha um plantonista, que não podia sair no pátio. Agora tenho mais dois policiais'', agradeceu o delegado do 2º DP, Antônio do Carmo.
Segundo ele, a presença dos PMs será de grande utilidade. ''Vai coibir as tentativas de fuga. Este ano já tivemos quatro aqui no 2º DP, além de uma fuga de 13 presos em março'', afirmou o delegado. O seu distrito é o mais superlotado da cidade - está com 180 presos e sua capacidade é para 60. O 4º DP, situado da Zona Sul, está com 80; e o 5º DP, que fica na Zona Norte, tinha ontem 75 detentos - a capacidade é para 24. A presença de policiamento externo nas delegacias não vinha sendo feita desde o início da década de 90, segundo Antônio do Carmo.


